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Da cepa ao terroir: na Argentina, viticultura busca qualidade além do Malbec

Da dependência do Malbec à valorização de terroirs, Argentina amplia indicações geográficas e eleva qualidade e diversidade de seus vinhos

Pendant des décennies, le vin argentin s’est construit sur un axe clair : le malbec.
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  • A viticultura argentina evolui do Malbec como rótulo único para valorizar o terroir, com destaque para áreas de altitude como Gualtallary, Altamira e San Pablo em Mendoza.
  • Mendoza concentra cerca de 80% da produção, mas hoje vinte províncias argentinas já têm vinhas, fortalecendo a diversidade regional.
  • O país passou a usar indicações geográficas (119 ao todo) e duas denominações de origem protegida, com 10% dos vinhos exportados em 2025 certificando tais locais de produção.
  • A transição começou nos anos oitenta e noventa, quando o Malbec ganhou o papel de símbolo nacional e a qualidade passou a depender do terroir, sobretudo em Mendoza e na região de Cuyo.
  • Arealistas passaram a investir na qualidade, na rastreabilidade e no enoturismo, buscando consolidar nomes de terroir como parte da identidade argentina além do Malbec.

O vinho argentino deixou de depender apenas do Malbec para ganhar em diversidade de terroir. De Gualtallary a La Consulta, passando por San Pablo, a vinicultura do país avança para aliar qualidade a locais específicos, ampliando a importância do altitude e do clima.

Durante décadas, o Malbec guiou a imagem do vinho argentino. Hoje, a região onde as uvas são cultivadas passa a definir preço e prestígio, especialmente em Mendoza, mas já se observa movimento para outras zonas de alto valor enológico.

A transição começou nas décadas de 1980 e 1990, quando o país buscou vinhos de maior qualidade e o Malbec ganhou status de referência nacional, segundo especialistas. A região de Mendoza consolidou o papel central, mas outros terroirs vêm ganhando relevância.

Pontos de venda, como Gualtallary e Altamira, passaram a influenciar o valor agregado dos vinhos. A mudança reflete a busca por diferenciação frente a modelos de produção em massa, ampliando a visão de terroir no país.

O Instituto Nacional de Viticultura (INV) tem validado esse movimento, incentivando o reconhecimento de indicações geográficas, que hoje somam 119, com duas denominações de origem controlada. Em 2025, cerca de 10% dos vinhos exportados tinham indicação geográfica.

O papel da altitude é alvo de estudos do INTA, que avalia impactos do Malbec plantado a diferentes altitudes, incluindo San Pablo, onde há vinhedos de alto padrão. Tal pesquisa sustenta a estratégia de posicionar terroirs específicos no mapa de qualidade.

Investidores estrangeiros dos anos 1990 contribuíram para elevar padrões de qualidade e de rastreabilidade. O impulso externo coincidiu com a evolução do setor, que hoje busca consistência para consolidar reputação internacional.

Alguns produtores defendem ampliar o enoturismo como motor de reconhecimento dos terroirs. A ideia é levar leitores e visitantes a reconhecerem nomes como La Consulta como referência de qualidade, indo além de Mendoza.

Karim Mussi, pioneiro de La Consulta, defende que o país precisa falar da diversidade de seus vinhos, incluindo brancos de referência, não apenas do Malbec. A aposta é por uma imagem mais rica e competitiva mundialmente.

Carlos Tizio, presidente do INV, confirma o crescente número de indicações geográficas e aponta que isso ajuda a revelar o potencial de cada local. Hoje, 119 lugares já são reconhecidos, fortalecendo a cadeia de valor do vinho argentino.

Ao final, o Malbec colocou a Argentina no mapa, mas é a diversidade de terroirs que deve sustentar o destaque no longo prazo. A aposta atual é que os nomes de regiões, como La Consulta, ganhem espaço na percepção global da qualidade.

Fontes: produtores e autoridades do setor, com relatos de especialistas e dados oficiais sobre indicações geográficas. A avaliação aponta para a evolução do vinho argentino a partir do terroir, mantendo o país entre líderes de produção mundial.

Territórios em foco: terroirs de alto valor

  • La Consulta: consolidação de terroir sul de Mendoza e melhorias constantes em vinhedos de alta altitude.
  • Gualtallary e Altamira: áreas-chave para a elevação de percepções de qualidade.
  • San Pablo: região altimista que atrai investimentos e estudos de impacto de altitude.

As mudanças refletem uma estratégia de longo prazo para ampliar a presença argentina no cenário global, mantendo a qualidade como norte.

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