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Demanda por especialistas em cibersegurança cresce diante dos riscos da IA

Demanda por especialistas em cibersegurança aumenta 11% no primeiro trimestre de 2026, frente a bugs gerados por IA e novas ameaças de modelos generativos

Até o FMI alertou para riscos envolvendo uso de IA para ataques cibernéticos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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  • A demanda por especialistas em cibersegurança cresceu 11% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com a Glassdoor.
  • Recrutadores ouvidos pelo The New York Times afirmam que vagas surgem com mais frequência, chegando a aparecer semanalmente em alguns casos.
  • O aumento ocorre porque a IA generativa acelera a programação, mas pode gerar bugs e vulnerabilidades que passam despercebidos.
  • O uso de IA também permitiu que pessoas sem formação em segurança criassem suas próprias ferramentas, elevando riscos de privacidade e segurança.
  • Há ainda o uso de inteligência artificial em cibersegurança com o lançamento de modelos para identificar falhas em softwares, como Claude Mythos e GTD equivalente, gerando temores de uso indevido; paralelamente, grandes empresas de tecnologia fizeram demissões significativas, como Meta e Amazon.

O pedido por profissionais em cibersegurança está em alta, especialmente no primeiro trimestre de 2026. Dados da Glassdoor apontam um aumento de 11% nos anúncios dessa área em comparação com o mesmo período do ano anterior. A elevação ocorre no contexto da expansão da IA generativa e de novas ameaças cibernéticas.

Recrutadores confirma a tendência: vagas que antes surgiam a cada 12 meses aparecem com frequência semanal. Empresas relatam dificuldade para encontrar candidatos qualificados e enxergam a necessidade de profissionais com foco em defesa digital.

AIA generativa acelera desenvolvimento, mas também cria riscos de bugs e vulnerabilidades. Especialistas ressaltam que a velocidade de programação pode aumentar as falhas não detectadas, exigindo maior atuação da área de segurança da informação.

Causas do aumento

Lea Kissner, chefe de segurança do LinkedIn, afirma que levará anos para aprimorar defesas na era da IA. O setor assessorado pelo LinkedIn previne um eventual “bug-pocalipse” mediante contratação de especialistas.

Além disso, ferramentas de IA permitiram que pessoas sem formação aprofundada criem apps, potencializando problemas de privacidade e segurança. O mercado já observa maior demanda por profissionais capazes de mitigar esses riscos.

O jornal The New York Times relata que o interesse por tecnologias de IA voltadas à segurança também impulsiona contratações. Modelos como Claude Mythos e GPT-5.4-Cyber ganham uso para testar falhas em softwares.

Impactos e riscos

Há preocupação de que modelos de cibersegurança em IA caiam em mãos erradas, facilitando ataques. O FMI já alertou sobre riscos de IA no cenário financeiro global, o que reforça a pressa por especialistas qualificados para acompanhar as mudanças.

Fora da área de segurança cibernética, o setor tecnológico também enfrenta quedas de quadro. Grandes demissões em empresas como Meta e Amazon são citadas como exemplos, com debates sobre o papel da IA nessas cortes.

Com informações do New York Times.

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