- Orca XLUUV, drone submarino da Boeing com 26 metros de comprimento e carga modular de 8 toneladas, opera sem tripulação para vigiar, mapear minas e atacar navios.
- Propulsão híbrida diesel-elétrica oferece autonomia de 12.000 quilômetros, com velocidade máxima de oito nós e cruzeiro de três nós.
- Primeiro exemplar entregue em dezembro de 2023; testes marítimos realizados em 2024 validaram a estrutura e a propulsão.
- Compartimento de carga de 10 metros permite até oito toneladas de payloads intercambiáveis, viabilizando missões ASW, de minas, ISR e ataque à superfície.
- A Marinha dos Estados Unidos planeja adquirir pelo menos cinco unidades, operadas pela esquadra UUVRON-1, com alcance global e custos estimados em um décimo do valor de submarino tripulado.
O Orca XLUUV, drone submarino da Boeing, percorre oceanos sozinho com 26 metros de comprimento, 85 toneladas e capacidade de carga modular de até 8 toneladas. Construído para missões autônomas, combina propulsão diesel-elétrica e autonomia de 12 mil quilômetros.
A evolução do Echo Voyager, desenvolvido desde 2012, resultou no maior UUV do ocidente. Em 2019, a Marinha dos EUA assinou um contrato de 274 milhões de dólares para viabilizar os primeiros exemplares operacionais, com entrega inicial em dezembro de 2023.
Propulsão e autonomia
O Orca usa dois tempos de propulsão: diesel para recarga de baterias de íons de lítio quando na superfície, e propulsão elétrica ao submergir. Em cruzeiro, sua velocidade é de 3 nós; máxima atinge 8 nós, permitindo a travessia transoceânica sem reabastecimento.
Navegação e comunicação
Durante a navegação, sensores inerciais e GPS calibram a rota quando em superfície. Inteligência artificial a bordo processa dados em tempo real para ajustar trajetos e desviar de obstáculos. A comunicação ocorre de forma intermitente por satélite ou VLF, dificultando a detecção.
Capacidade modular e missões
O compartimento de 10 metros suporta até 8 toneladas de cargas intercambiáveis. Em terra, é possível trocar o módulo de missão rapidamente, tornando o Orca apto a diversas funções sem alterações estruturais.
- Guerra anti-submarino: detecção com sonar e neutralização leve
- Mapeamento e neutralização de minas
- Inteligência, vigilância ambiental e de comunicações
- Ataque à superfície com possíveis mísseis no futuro
Por que operar sem tripulação
A ausência de tripulação reduz riscos humanos e custos, estimados em cerca de 1/10 do valor de um submarino tripulado. O Orca permite maior presença submarina sem ampliar proporcionalmente o orçamento, aumentando a vigilância oceânica.
Situação e perspectivas no Indo-Pacífico
A Marinha dos EUA planeja adquirir ao menos cinco unidades, operadas pela esquadra UUVRON-1. O veículo pode ser lançado e recuperado no cais, facilitando implantações rápidas em qualquer oceano, com aplicação em vigilância, minagem e ações ofensivas.
Considerações estratégicas
Com 26 metros, 12 mil quilômetros de alcance e perfil modular, o Orca XLUUV representa uma nova classe de plataforma naval autônoma. Ele amplia a presença submarina sem colocar vidas a risco, mantendo operações discretas e contínuas.
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