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Estudo valida tecnologia brasileira para monitorar pacientes neurocríticos em UTIs

Validação brasileira de sensor externo não invasivo identifica a pressão intracraniana ótima, permitindo manejo individualizado de neurocríticos sem cirurgia nas UTIs

Estudo valida tecnologia brasileira inovadora para monitorar pacientes neurocríticos em UTIs — Foto: Adobe Stock
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  • Estudo mostra que sensor externo pode monitorar a pressão de perfusão cerebral de forma não invasiva, com precisão equivalente ao monitoramento invasivo (padrão-ouro).
  • Análise baseada em 114 pacientes com neurolesões críticas, em Brasil, Portugal e Estados Unidos, com 268 sessões de monitorização simultânea.
  • Tecnologia utiliza sensor externo na cabeça, envia dados em tempo real para uma plataforma com inteligência artificial, gerando relatórios para orientar o tratamento.
  • Pacientes com traumatismo cranioencefálico grave foram a maior parte (68%), incluindo hemorragias, hematomas e AVC isquêmico; estudo compara método não invasivo com o invasivo.
  • Resultado, publicado em abril na revista Critical Care, indica potencial de manejo hemodinâmico cerebral personalizado sem cirurgia, ampliando acesso a modelos de monitoramento não invasivo.

Um estudo brasileiro validau uma tecnologia inovadora para monitorar pacientes neurocríticos em UTIs sem procedimentos invasivos. Sensor externo captou pulsações do crânio e, em tempo real, gerou dados para orientar a pressão arterial cerebral. A pesquisa compara esse método ao padrão-ouro invasivo.

Os resultados indicam que a monitorização não invasiva, apoiada por inteligência artificial, pode guiar o manejo individualizado de pacientes com lesões graves no cérebro. O estudo foi publicado em abril na revista Critical Care.

A pesquisa utilizou dados retrospectivos de 114 pacientes com patologias neurológicas críticas, entre eles traumatismo cranioencefálico grave, hemorragia subaracnoideia, hematomas intracranianos e AVC isquêmico. Foram 268 sessões de monitorização simultânea.

Progresso na monitorização cerebral

A tecnologia empregada fixa um sensor externo na cabeça para captar pulsação e transmite dados para uma plataforma online. O software gera relatórios com gráficos da variação de volume e pressão intracraniana, permitindo avaliação em tempo real.

A comparação com a monitorização invasiva mostrou concordância entre os métodos, sinalizando viabilidade de manejo hemodinâmico cerebral personalizado sem cirurgia. A alternativa não invasiva pode ampliar acesso a hospitais com menor verificação tecnológica.

Hospitais brasileiros já utilizam a solução, como Albert Einstein e Nove de Julho, em São Paulo, além do Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. Nos EUA, instituições como o Hospital da UC San Diego também adotam a abordagem.

Perspectivas futuras e limitações

Até então, o único método validado para medir a pressão intracraniana exige cirurgia de inserção de cateter. A técnica não invasiva representa opção com menor risco e custos potencialmente mais baixos.

O estudo sugere que a tecnologia pode orientar decisões clínicas sem intervenção cirúrgica, mas ressalta a necessidade de ensaios clínicos prospectivos e randomizados para confirmar benefícios em desfechos dos pacientes.

A pesquisa é desenvolvida com tecnologia da Brain4Care. O autor afirma não possuir participação societária nem vínculo remunerado com a empresa; a pesquisa não recebeu outro tipo de financiamento.

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