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Exame descarta contaminação por detergente em criança internada no RN

Exame descarta contaminação por detergente; criança de dez anos em Natal tem eritema infeccioso causado por parvovírus humano, com alta após tratamento

Criança estava internada com diversas manchas pelo corpo
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  • Exame sorológico descartou relação da internação com contaminação por detergente do lote recolhido pela Anvisa da marca Ypê.
  • O diagnóstico confirmou eritema infeccioso causado pelo parvovírus humano B19.
  • A Secretaria de Saúde de Natal informou que a criança também foi diagnosticada com urticária multiforme.
  • A vítima é uma criança de 10 anos que entrou na UPA Pajuçara em 7 de maio e foi transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago.
  • A Anvisa recolheu lotes finais 1 por irregularidades; a hipótese de contaminação foi considerada, e a criança recebeu alta 13 dias após a internação.

Um exame sorológico descartou relação entre o quadro de saúde de uma criança de 10 anos internada em Natal, no Rio Grande do Norte, e contaminação por detergente de um lote da marca recolhido pela Anvisa. O diagnóstico aponta eritema infeccioso causado pelo parvovírus humano B19, segundo a Sesap-RN.

A Secretaria de Saúde do RN informou, após a consulta ao prontuário, que a criança recebeu alta após tratamento inicial. A família havia mencionado contato com o produto de limpeza no dia anterior à internação, em 6 de maio, e a paciente foi transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago.

A CNN Brasil consultou a Secretaria de Natal, que confirmou o diagnóstico de eritema infeccioso. A pasta também não detalhou outros vínculos entre o caso e a linha de detergentes da Anvisa.

Entenda o diagnóstico

O eritema infeccioso, causado pelo parvovírus humano B19, é comum em crianças e provoca manchas vermelhas na pele, às vezes com bolinhas. Em adultos pode haver inchaço nas mãos, pulsos e joelhos; grávidas apresentam maior risco de complicações.

A transmissão ocorre entre pessoas por gotículas respiratórias ou contato com sangue infectado. Em alguns casos, a infecção é assintomática, o que dificulta a detecção precoce.

Relembre o caso

A criança deu entrada na UPA Pajuçara em 7 de maio, com suspeita de relação com o produto de limpeza. Ela foi encaminhada ao Hospital Infantil Varela Santiago para tratamento específico.

A Anvisa havia informado que o lote com a numeração final 1 apresentava irregularidades sanitárias associadas a contaminação microbiológica. Familiares mencionaram o contato com o produto no dia anterior à internação, em 6 de maio.

Treze dias após a admissão, a criança recebeu alta do hospital, sem retorno de sintomas. A gestão da saúde segue monitorando a situação para esclarecer qualquer relação com o lote recolhido.

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