- O glaucoma continua sendo a principal causa de cegueira irreversível no Brasil, com cerca de 350 mil brasileiros tratando a doença anualmente pelo SUS.
- O número de cirurgias de glaucoma no SUS subiu de 18,5 mil em 2009 para 45,2 mil em 2024, aumento de 144%.
- Exames de glaucoma no país cresceram de 1,37 milhão em 2019 para 2,26 milhões em 2025, um aumento de 65%, mas com forte desigualdade regional.
- Sudeste registrou o maior ganho de exames (115%), enquanto o Nordeste teve crescimento de apenas 36%; Pernambuco tem 7.000 exames por 100 mil habitantes, contra 265 por 100 mil no Distrito Federal.
- Avanços incluem colírios com menos irritação, combinações em uma única solução, e métodos a laser; porém ainda há uso significativo de trabeculectomias e diagnóstico tardio compromete o controle da doença.
O glaucoma segue como a principal causa de cegueira irreversível no Brasil. Cerca de 350 mil brasileiros recebem tratamento anual com colírios pelo SUS, aliados a procedimentos cirúrgicos. O conjunto de ações tem avançado, mas a doença permanece como ameaça à visão.
O estudo do Einstein Hospital Israelita aponta que o número de cirurgias de glaucoma no SUS saltou de 18,5 mil em 2009 para 45,2 mil em 2024, crescimento de 144%. Mesmo assim, o diagnóstico tardio persiste como problema estrutural.
Além da cirurgia, houve progressos em colírios com menos irritação ocular e em tratamentos a laser realizados em consultório. No entanto, a adesão ao tratamento continua sendo desafio central para os médicos.
A evolução não ocorreu de forma uniforme pelo país. Entre 2019 e 2025, o total de exames de glaucoma no Brasil subiu de 1,37 milhão para 2,26 milhões (alto de 65%). O Sudeste teve aumento de 115%, enquanto o Nordeste registrou apenas 36%.
A distribuição regional dos procedimentos é desigual. Pernambuco apresenta 7.000 exames por 100 mil habitantes, contra apenas 265 exames por 100 mil no Distrito Federal. Especialistas destacam a necessidade de ampliar acesso e diagnóstico precoce.
Fatores de risco e prevenção indicam que, após os 40 anos, exames para glaucoma devem fazer parte da rotina. Histórico familiar, idade avançada, pressão intraocular alta, miopia alta e uso prolongado de corticoides elevam o risco.
A ascendência africana também eleva a vulnerabilidade. Em população negra, o glaucoma primário de ângulo aberto costuma ocorrer mais cedo e progredir mais rápido, exigindo monitoramento periódico mais rigoroso.
Especialistas ressaltam que o diagnóstico precoce aumenta as chances de preservar a visão. Avaliar pressão ocular e fundo de olho é essencial para direcionar o tratamento adequado e o acompanhamento contínuo.
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