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IDHM: Brasil tem dois Brasis, com níveis já altos e outros em evolução

IDHM atinge 0,805 em 2024, revelando dois Brasis: um já muito alto, com Sul/Sudeste dominante, e outro em avanço, sobretudo no Norte/Nordeste

São Paulo — Foto: Unsplash
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  • O IDHM do Brasil atingiu 0,805 em 2024, o maior da série, revelando dois Brasis: um com desenvolvimento elevado e outro ainda buscando esse patamar.
  • Distrito Federal, Sul e Sudeste aparecem entre os melhores em renda e educação, enquanto Norte e Nordeste concentram os menores resultados.
  • Na renda, DF lidera, seguido por São Paulo e Santa Catarina; Maranhão, Ceará e Amazonas ficam entre os mais baixos.
  • Na educação, DF aparece em primeiro, seguido por São Paulo e Rio de Janeiro; Sergipe, Paraíba e Alagoas têm as menores notas.
  • Na longevidade, DF, Santa Catarina e Rio Grande do Norte ocupam as primeiras posições; Roraima, Alagoas e Amapá aparecem entre os menores. O estudo indica que Norte e Nordeste têm espaço para avanços mais rápidos.
  • Em comparação com 2023, houve alta nos três componentes: longevidade de 0,857 para 0,860, educação de 0,789 para 0,798 e renda de 0,752 para 0,760.

O Brasil atingiu em 2024 o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da história, com a nota 0,805. O dado foi divulgado nesta terça-feira e revela um contraste: dois Brasis, um já muito alto e outro que ainda corre atrás.

A análise dos dados aponta padrões geográficos consistentes nos indicadores de renda e educação. Em ambas as áreas, o Distrito Federal e estados das regiões Sul e Sudeste ocupam as melhores posições, enquanto Norte e Nordeste concentram os resultados mais baixos.

Desdobrando por tema, a renda aponta que o DF lidera com 0,799, seguido por São Paulo (0,799) e Santa Catarina (0,797). Maranhão (0,658), Ceará (0,677) e Amazonas (0,680) aparecem entre os menores.

No critério Educação, o DF também fica na ponta (0,851), com São Paulo (0,850) e Rio de Janeiro (0,826) na sequência. Entre os últimos, aparecem Sergipe (0,731), Paraíba (0,730) e Alagoas (0,729).

Já o índice de Longevidade mostra exceção regional: DF (0,913), Santa Catarina (0,888) e Rio Grande do Norte (0,881) ficam no topo. Roraima (0,823), Alagoas (0,823) e Amapá (0,822) ficam na base.

O relatório enfatiza que, mesmo com a diferença de desempenho entre estados, Norte e Nordeste não estão distantes do patamar de alto desenvolvimento humano. Betina Barbosa, chefe do PNUD no Brasil, destaca que ninguém está fora da faixa.

Ela acrescenta que há margem para avanços rápidos nesses regionais menos desenvolvidos. Segundo Barbosa, os líderes tendem a crescer mais devagar, enquanto os retardatários têm espaço para avançar.

Comparando com 2023, o IDHM 2024 subiu de 0,798 para 0,805. Longevidade passou de 0,860; educação de 0,798; renda de 0,760. O avanço refletiria ciclos de melhoria nos componentes estudado, segundo a autora.

O IDHM varia de 0 a 1: quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido. As faixas vão de muito baixo a muito alto, com o patamar de desenvolvimento regional definido pelo conjunto de índices.

Fonte: dados oficiais do IDHM/Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Estágio de análise com base nos indicadores de renda, educação e longevidade.

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