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Mina Quellaveco, no Peru, ligada à escassez de água e contaminação, aponta investigação

Investigação aponta que a mina Quellaveco agrava a escassez de água e contamina rios em Moquegua, questionando avaliações ambientais

A copper mine in southern Peru that took decades to complete environmental assessments has been contaminating local watersheds with harmful metals, critics say. In its first few years of operation, the mine has allegedly endangered wildlife, threatened the local economy, and created health concerns in communities.
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  • A mina de Quellaveco, no sul do Peru, tem sido associada à escassez de água e à contaminação de nascentes com metais, segundo uma investigação de grupos de defesa.
  • A operação começou em 2022 e deve durar cerca de 34 anos, com produção média de aproximadamente 300 mil toneladas de cobre por ano até o fim da década.
  • A extração a céu aberto usa água em quase todas as etapas, o que moradores dizem ter reduzido a disponibilidade hídrica para a agricultores locais, que também vendem terras por falta de água.
  • Foram encontrados níveis elevados de metais em anos de monitoramento próximo à mina, incluindo arsênio, cobre, chumbo e mercúrio no rio Asana; a empresa afirma que as medições não ultrapassaram padrões para consumo humano e irrigação.
  • A investigação pede revisão independente dos impactos ambientais, maior monitoramento e consultas com comunidades, além de considerar medidas preventivas diante de incertezas científicas sobre fontes de contaminação.

A mineradora Quellaveco, no sul do Peru, enfrenta críticas por impactos ambientais após iniciar operações em 2022. A abertura da jazida de cobre e molibdênio ocorreu em meio a décadas de avaliação, com denúncias de contaminação de bacias hidrográficas e riscos à fauna local.

Operada pela Anglo American Quellaveco S.A., a obra teve aprovações ambientais inicialmente em 2000, mas passou por revisões e negociações com comunidades ao longo de 20 anos. Em atividade, a disponibilidade de água e a erosão aparecem como principais pontos de tensão com moradores.

Segundo associações locais, o uso intensivo de água no processo de mineração contribuiu para escassez na região e levou à venda de propriedades. Testes apontaram metais em níveis elevados próximos ao empreendimento, incluindo arsenico, cobre e chumbo em rios fornecedores de água.

Impactos e controversias

A investigação de Red Muqui aponta que parte do rio Asana foi desviado para abrir espaço para o py de lavra, o que reduziu cerca de 7 quilômetros de habitat de água doce. A empresa afirma que o desvio não contaminou água nem terras agrícolas.

O estudo também destaca omissões de espécies na avaliação ambiental, como o cujira ou furão-ocidental, e recomenda reeavaliação independente de fauna, solo e qualidade do ar. Parlamentares locais pedem monitoramento ambiental mais rigoroso.

A Anglo American informou que alterações na área de operação visam preservar biodiversidade e que houve diálogo com comunidades desde o planejamento. A empresa ressalta que a avaliação considera compromissos ambientais e sociais vigentes.

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