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Nova insulina chega ao SUS, podendo alterar rotina de pacientes com diabetes

SUS amplia distribuição de insulina glargina, com chegada a municípios a partir de julho, podendo reduzir aplicações diárias para parte dos pacientes

Insulina glargina / Imagem: SaúdeLab
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  • O SUS iniciou a expansão da insulina glargina, de duração mais longa, para parte dos pacientes, com previsão de chegar a mais municípios a partir de julho.
  • A primeira etapa ocorreu em quatro estados — Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal — e profissionais da rede devem receber treinamentos entre o fim de maio e junho.
  • A glargina pode atuar até 24 horas, permitindo, em muitos casos, apenas uma aplicação diária, o que pode facilitar a rotina de pacientes.
  • Os grupos prioritários na ampliação continuam sendo crianças e adolescentes até 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2; cada paciente passa por avaliação individual.
  • A insulina é produzida pela parceria Bio-Manguinhos (Fiocruz), Biomm e Gan & Lee; em 2025 foram entregues mais de 6 milhões de unidades à rede pública, com expansão da produção prevista.

O SUS deu início a uma nova etapa na distribuição da insulina glargina, de ação prolongada, ampliando o acesso a pacientes com diabetes em todo o país. A mudança faz parte de uma implementação gradual que não substitui os tratamentos atuais automaticamente.

A expansão começou após uma fase piloto em quatro estados. Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal já receberam o medicamento, com a meta de levar a insulina a municípios de diferentes regiões a partir de julho. Entre maio e junho, profissionais passarão por treinamentos.

A insulina glargina pode agir por até 24 horas, permitindo, em muitos casos, uma aplicação diária. A expectativa é reduzir as interrupções diárias na rotina de pacientes que dependem da insulina.

Para crianças, a mudança pode aliviar a pressão de horários na escola e atividades. Entre idosos, o tratamento tende a ficar mais simples de organizar ao longo do dia, mantendo a necessidade de avaliação clínica individual.

Expansão e impactos

A distribuição ampliada visa beneficiar mais de 50 mil pessoas nas primeiras etapas, segundo o Ministério da Saúde. O objetivo é organizar a implementação, treinar equipes e avaliar a logística da rede pública.

Quem terá prioridade permanece com crianças e adolescentes até 17 anos com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A troca não é automática; cada caso passa por avaliação clínica.

A insulina glargina é produzida no Brasil por parceria entre Bio-Manguinhos/Fiocruz, Biomm e Gan & Lee. Em 2025, a rede pública recebeu mais de 6 milhões de unidades, com expansão prevista na capacidade de produção.

Enquanto isso, insulinas tradicionais, como NPH e Regular, seguem disponíveis no SUS. A ampliação busca oferecer opções de ação prolongada conforme a necessidade de cada paciente.

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