- Astrônomos internacionais, incluindo pesquisadores da Universidade Nacional Autônoma do México, descobriram SPECULOOS-3 b, um planeta do tamanho da Terra, a cerca de 55 anos-luz.
- O planeta orbita uma anã vermelha próxima e mais fria que o Sol, cuja vida útil pode chegar a aproximadamente 100 bilhões de anos.
- A descoberta foi publicada na revista Nature Astronomy em 2024; SPECULOOS-3 b não abriga vida como a conhecemos.
- Um ano em SPECULOOS-3 b dura 17 horas, e os cientistas suspeitam que o planeta esteja em rotação sincronizada, com um lado sempre voltado para a estrela.
- A estrela hospedeira é uma anã vermelha de 7 bilhões de anos, do tamanho de Júpiter; a radiação teria removido a atmosfera do planeta, deixando apenas uma rocha exposta.
Uma equipe internacional de astrônomos, incluindo pesquisadores da Universidade Nacional Autônoma do México, identificou um exoplaneta do tamanho da Terra. O objeto, denominado SPECULOOS-3 b, está a aproximadamente 55 anos-luz da Terra e orbita uma estrela fria próxima ao Sol. A estrela hospedeira pode ter vida útil estimada em cerca de 100 bilhões de anos.
A descoberta foi publicada na revista Nature Astronomy em 2024. Segundo o estudo, SPECULOOS-3 b não abriga vida como a conhecemos, mas oferece pela primeira vez a oportunidade de estudar a geologia de um mundo rochoso fora do sistema solar.
Características do exoplaneta
Um ano em SPECULOOS-3 b dura cerca de 17 horas, com dias e noites longos. A hipótese é de rotação sincronizada, mantendo um lado sempre voltado para a estrela e o outro em escuridão permanente. A estrela anfitriã é uma anã vermelha de cerca de 7 bilhões de anos.
Essa estrela tem tamanho próximo ao de Júpiter e radiação relativamente alta, o que levou à remoção de qualquer atmosfera do planeta há milhões de anos. Hoje, a superfície é descrita como rocha nua, em ambiente extremamente hostil.
Perspectivas da pesquisa
Apesar do cenário inóspito, os cientistas destacam o valor de SPECULOOS-3 b para a geologia de mundos rochosos além do sistema solar. A pesquisa continua com o objetivo de entender processos geológicos em exoplanetas de baixa atmosfera e alta radiação.
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