- 20 ursos polares foram vistos na Ilha Kolyuchin, região de Chukotka, Russia, vivendo nos prédios abandonados de uma estação científica soviética desativada em 1992.
- As imagens foram feitas por drone a cerca de 1 quilômetro de distância, em setembro de 2025, pelo fotógrafo Vadim Makhorov.
- Os ursos, inicialmente curiosos com o drone, acabaram retornando às suas rotinas: descansando, tomando sol e explorando a área.
- A espécie é considerada vulnerável pela IUCN, com a população mundial estimada entre 22 mil e 31 mil indivíduos em 20 subpopulações.
- A principal ameaça é a perda de gelo do Ártico decorrente das mudanças climáticas; desde 1979, a extensão do gelo caiu cerca de 12,2% por década, conforme a NASA; o pelo fica marrom na ilha por contato com a terra.
Um grupo de 20 ursos polares foi registrado na ilha Kolyuchin, no distrito de Chukotka, no extremo oriente russo. A situação foi capturada em setembro de 2025 por meio de drone operado a cerca de 1 km de distância, a partir de um navio de expedição. Os animais ocupavam estruturas abandonadas de uma estação de pesquisa soviética encerrada em 1992.
As imagens mostram ursos descansando em varandas e dentro de casas abandonadas, alguns próximos a grupos de até dez animais. O fotógrafo Vadim Makhorov observou curiosidade inicial, seguida de retorno à rotina: repouso, repouso ao sol e exploração das áreas ao redor. Ele descreve a cena como incomum para a região.
Makhorov informou por e-mail à Mongabay que, na ilha, o pelo dos ursos está sujo, adquirindo tonalidade marrom, diferente do branco típico observado no gelo do Ártico. Segundo ele, isso ocorre porque os animais raramente nadam e interagem com o solo, o que favorece o contato com a terra.
Contexto científico e impactos
O urso polar (Ursus maritimus) está classificado como vulnerável pela IUCN. A população mundial é estimada entre 22 mil e 31 mil indivíduos, distribuídos em cerca de 20 subpopulações. A perda de gelo marinho, resultado da mudança climática, é apontada como principal ameaça.
De acordo com o mais recente relatório da Polar Bear Specialist Group da IUCN, a redução de gelo no Ártico coloca os ursos sob risco em toda a sua área de ocorrência. A NASA aponta uma diminuição de 12,2% no alcance do gelo a cada década desde 1979, reforçando a pressão sobre a caça e a sobrevivência dos animais.
A narrativa sugere que, quando o gelo retrocede no fim do verão, os ursos buscam refúgio em áreas alternativas, como o terreno abaixo do atual, até retornarem ao gelo no outono. Observações de Makhorov indicam adaptação a habitats fora do gelo, ao menos por períodos sazonais.
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