- Vermont tornou-se o primeiro estado dos EUA a banir o herbicida paraquat, citado por legisladores por pesquisas que associam o produto ao aumento do risco de Parkinson.
- O governador Phil Scott assinou a lei, que entra em vigor em 1º de novembro, com autorização de permissões especiais para uso em pomares e outras culturas de frutos até 31 de dezembro de 2030.
- A lei prevê coleta anual de dados sobre o uso do paraquat no estado e um estudo financiado pelo estado com recomendações de alternativas para os agricultores.
- Alguns legisladores ressaltam preocupações sobre a competitividade de agricultores de Vermont caso o uso seja permitido em outros estados, e pedem mais pesquisas para comprovar a relação com o Parkinson.
- Outros afirmam que a evidência científica é sólida e que os riscos de não proibir o produto superam os riscos de mantê-lo no mercado; ainda há ações legais envolvendo a empresa Syngenta e paraquat nos EUA.
Vermont tornou-se o primeiro estado dos EUA a banir o herbicida paraquat, após decisão de legisladores apoiada pela preocupação com pesquisas que associam o químico ao aumento do risco de Parkinson. O governador Phil Scott assinou o projeto, com vigência a 1º de novembro. Há permissão especial para uso até 31 de dezembro de 2030 em plantações de frutas, como pomares, e em pequenas culturas de fruta.
A lei estabelece relatório anual sobre qualquer uso do paraquat no estado e prevê um estudo financiado pelo estado para avaliar alternativas para os produtores. O debate envolveu dúvidas sobre o impacto competitivo para os agricultores locais caso o herbicida permaneça disponível em outros estados.
Contexto e desdobramentos
O paraquat é amplamente utilizado nos EUA desde 1964 para controlar plantas daninhas. Embora proibido em vários países, continua entre os herbicidas mais usados no país, especialmente em culturas como soja, algodão, milho e uvas. Estudos do NIH aparecem entre as evidências citadas por defensores da proibição.
Empresas ligadas ao paraquat enfrentam processos judiciais nos EUA, com milhares de ações alegando relação com Parkinson. A fabricante Syngenta anunciou a interrupção da produção e a saída do mercado de paraquat nos EUA e em outros países, embora versões genéricas continuem disponíveis de outros fornecedores.
Perspectivas e impactos
Legisladores que defendem a proibição destacam que a evidência científica sobre o risco ao Parkinson vem se consolidando ao longo de décadas. Já opositores apontam riscos de prejuízo econômico para produtores locais e a necessidade de mais estudos para confirmar a ligação causal.
Organizações de pesquisa sobre Parkinson ressaltam a importância de reduzir a exposição a possíveis fatores de risco. A coordenadora de políticas da Michael J. Fox Foundation afirma que outras regiões devem considerar medidas semelhantes, enquanto defendem proteção aos agricultores e aos cidadãos.
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