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Versão brasileira do Ozempic é aprovada; o que muda para pacientes

Ozivy, primeira versão nacional de semaglutida, é aprovada pela Anvisa e pode reduzir entre 10% e 20% o preço em relação ao Ozempic, com exigência de armazenamento refrigerado

Semaglutida brasileira / Imagem: SaúdeLab
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  • A EMS aprovou o Ozivy, primeira versão brasileira com semaglutida sintética; o medicamento deve chegar às farmácias em junho e pode custar entre 10% e 20% menos que o Ozempic, dependendo da CMED.
  • O Ozivy não é genérico; a Anvisa classifica-o como análogo sintético do medicamento biológico original, mantendo a mesma substância ativa em foco, mas com vias de comprovação próprias.
  • A semaglutida é usada principalmente para diabetes tipo 2 e também atua reduzindo o apetite, o que sustenta o interesse público e discussões sobre emagrecimento.
  • O preço precisa ser aprovado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e o produto não será incorporado automaticamente ao SUS, demandando novas avaliações no sistema público.
  • Em comparação ao Ozempic, o Ozivy exige armazenamento em geladeira entre 2 °C e 8 °C mesmo após o início do uso, o que pode impactar transporte, armazenamento em casa e viagens.

A EMS recebeu aprovação regulatória para lançar no Brasil o Ozivy, versão nacional da semaglutida. O remédio, classificado como análogo sintético de uso em diabetes tipo 2, deverá chegar às farmácias em junho. A decisão marca a primeira semaglutida sintética aprovada no país.

O anúncio ocorre poucos meses após o vencimento da patente da semaglutida da Novo Nordisk, em março. A Anvisa informou que outros pedidos semelhantes seguem em análise, ampliando o espaço para concorrência no mercado local.

O que é o Ozivy

O Ozivy utiliza a mesma substância ativa já conhecida pelo Ozempic, porém não é genérico. Segundo a Anvisa, o produto foi aprovado como análogo sintético, exigindo comprovação de eficácia, segurança e qualidade.

Como funciona

A semaglutida age na regulação da glicose e também influencia a saciedade, o que pode reduzir o apetite. Pacientes relatam perda de peso em tratamentos com essa classe de medicação.

Preço e disponibilidade

A EMS apontou que o custo pode ficar entre 10% e 20% menor que o Ozempic. A redução específica depende de aprovação de preço pela CMED.

Acesso pelo SUS

Mesmo com a entrada no mercado, o Ozivy não será automaticamente incorporado ao SUS. Avaliações adicionais seriam necessárias para inclusão no sistema público de saúde.

Substituição e concorrência

O Ozivy não é um genérico. O medicamento foi desenvolvido para atuar de forma similar, mantendo registros de eficácia, segurança e qualidade. A chegada da concorrência pode estimular novas versões no curto prazo.

Armazenamento e logística

Diferentemente do Ozempic, o Ozivy exige refrigeração entre 2 °C e 8 °C mesmo após o início do uso. Essa exigência impacta transporte, armazenamento doméstico e viagens.

Cuidados médicos

Especialistas ressaltam a necessidade de acompanhamento médico para uso de semaglutida. A indicação formal permanece para diabetes tipo 2, com prescrição médica em duas vias. A automedicação continua sendo um risco.

Perspectivas do mercado

O mercado brasileiro, até então dominado por um único laboratório, deve ganhar dinamismo com novas opções. A chegada de Ozivy pode influenciar preços e práticas de prescrição em lojas físicas e online.

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