- A Anvisa aprovou o registro da Ozivy, primeira caneta emagrecedora brasileira com semaglutida, produzida pela EMS em Hortolândia (São Paulo).
- O produto deve chegar às farmácias em dois a três meses, até agosto de 2026, após a expiração da patente da semaglutida no Brasil em março de 2026.
- Ozivy será classificada como medicamento similar, com desconto inicial estimado de cerca de 20% em relação ao referência, com preço próximo de R$ 1.039.
- A Anvisa pretende autorizar no máximo três produção/importação por semestre até o fim de 2027; a EMS investiu cerca de R$ 1,2 bilhão em sua fábrica.
- A competição no mercado de canetas de semaglutida deve permanecer limitada inicialmente; a tirzepatida (Mounjaro) já é mais eficaz, mas a patente brasileira vence apenas em 2036 para lançamentos nacionais.
A Anvisa aprovou o registro da Ozivy, caneta emagrecedora brasileira que usa semaglutida como princípio ativo. O medicamento é produzido pela EMS em Hortolândia, interior de São Paulo, e pode chegar às farmácias em cerca de dois a três meses.
A autorização permite a comercialização da Ozivy no Brasil. A EMS prevê disponibilidade do produto até agosto de 2026, após a expiração da patente da semaglutida no país, ocorrida em março de 2026, antes ocupada pela Novo Nordisk.
O preço ainda não foi definido. Estimativas do Itaú BBA sugerem queda de até 50% no preço de canetas nacionais ao longo de cinco anos, com recuo inicial de até 30%. Hoje, o Ozempic é comercializado por cerca de R$ 1.300, e a Ozivy, como medicamento similar, poderia ficar em torno de R$ 1.039, dependendo das condições de mercado.
Detalhes da aprovação e condições de mercado
A Ozivy entra como alternativa de semaglutida, sem ser genérica. A classificação como similar permite reduzir o preço em cerca de 20% em relação ao medicamento de referência, diferente dos genéricos, que exigem desconto mínimo de 35%.
A Anvisa mantém, no curto prazo, a capilaridade do processo de concessão de autorizações. A agência avalia mais de uma dezena de pedidos, com teto de três novas aprovações por semestre até o fim de 2027, devido aos custos de fabricação de injetáveis.
Outras farmacêuticas nacionais, como Biomm e EMS, já atuam no segmento. Laboratórios maiores estudam parcerias com companhias estrangeiras, principalmente da Ásia, para ampliar capacidade fabril e competir em preço.
A semaglutida representa a segunda geração de canetas emagrecedoras, com perdas de até 15% do peso. Embora seja mais eficaz que a primeira geração, a tirzepatida do Mounjaro já apresenta maior eficácia, com até 22,5% de redução. A patente brasileira da tirzepatida vence apenas em 2036, o que pode atrasar opções locais nessa linha.
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