- Estudo publicado no New Zealand Veterinary Journal indica que baleias e golfinhos podem sofrer por semanas ou meses após serem libertados de redes de pesca.
- Animais resgatados desenvolvem infecções graves, desnutrição e lesões irreversíveis, consequência de emalhamento com equipamentos de pesca.
- O caso de um golfinho-nariz-de-garrafa encontrado morto na costa de Auckland, na Nova Zelândia, é usado como exemplo do dano prolongado.
- Pesquisadores afirmam que, mesmo após o resgate, muitas espécies enfrentam deterioração física gradual devido a cordas e linhas que penetram no corpo.
- A edição estima que cerca de 300 mil baleias, golfinhos e toninhas morrem anualmente por emalhamento ou captura acidental, com muitos casos não registrados por não serem vistos em alto mar.
Baleias, golfinhos e toninhas podem sofrer meses após serem libertados de redes de pesca. Um estudo publicado no New Zealand Veterinary Journal aponta que o emalhamento prolonga o sofrimento, com infecções graves, dor crônica e lesões irreversíveis mesmo após o resgate.
A pesquisa analisou casos em que animais, após serem libertados, continuam apresentando deterioração física. O exame pós-morte de um golfinho-nariz-de-garrafa, encontrado na costa de Auckland, Nova Zelândia, revelou cortes profundos, danos nos tecidos e sepse disseminada.
Os autores, Karen Stockin e Antonio Fernández, destacam que o problema vai além da fuga inicial; cordas e linhas enredam-se progressivamente, prejudicando movimentos e alimentação, aumentando o risco de infecções graves. A análise foi divulgada originalmente no The Conversation e reproduzida pelo Phys.org.
Impacto e números
Estimativas indicam que cerca de 300 mil baleias, golfinhos e toninhas morrem anualmente em decorrência de emalhamento ou captura acidental em pesca, segundo o estudo. Muitos casos não são registrados, pois animais permanecem em alto-mar sem visibilidade para equipes de resgate.
Os especialistas defendem que o sucesso do resgate não se limita à primeira libertação, mas à probabilidade de recuperação a longo prazo. Em alguns casos, sobreviventes enfrentam uma deterioração progressiva após a liberação, com piora de desempenho vital e necessidade de monitoramento contínuo.
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