- Mulheres entre 45 e 64 anos lideram o mercado de cannabis medicinal importada no Brasil, com 28,2% no grupo 55 a 64 anos e 27,2% no grupo 45 a 54 anos, somando mais da metade das pacientes.
- Distúrbios do sono (28,9%) e dor crônica (16,3%) são as principais queixas; saúde mental também aparece, com ansiedade em 14,9% e depressão em 9,2%.
- A maioria trabalha (79,9%) e pratica atividade física regularmente (75,1%); Sudeste, com 61,6%, e Sul, com 19,7%, respondem por 81,3% do total de pacientes.
- Além de sono e dor, há busca por alívio de fibromialgia, estresse pós-traumático e TDAH entre as condições; sete em cada dez mães combinam cannabis com medicamentos convencionais.
- A amostra envolveu 7.092 mulheres com filhos, derivadas de uma base de 70 mil registros de usuárias de cannabis com prescrição médica.
A cannabis medicinal importada é mais utilizada por mulheres entre 45 e 64 anos, segundo levantamento inédito da Blis Data, divulgado em homenagem ao Mês das Mães. Distúrbios do sono e dor crônica aparecem como principais queixas das pacientes, que relatam busca por alívio com tratamento prescrito.
A Blis Data reúne o maior banco de dados de pacientes em tratamento canábico da América Latina. A pesquisa analisou 7.092 mulheres com filhos, a partir de uma base original de 70 mil registros de usuários de medicamentos canábicos sob prescrição médica.
Perfil etário e socioeconômico
As consumidoras de cannabis medicinal por faixa etária apresentam o seguinte reparto: 55 a 64 anos lidera o segmento com 28,2% do total, seguida por 45 a 54 anos com 27,2%. Juntas, somam mais da metade das usuárias.
Entre 35 a 44 anos estão 18,7% e acima de 65 anos respondem por 16,3%. O grupo de 18 a 34 anos representa 9,6% do total. A maior parte trabalha (79,9%) e pratica atividade física regularmente (75,1%). Sudeste concentra 61,6% e Sul, 19,7%, somando 81,3% do total.
Principais sintomas e tratamentos
Distúrbios do sono aparecem em 28,9% dos casos, seguidos por dor crônica em 16,3%. Questões de saúde mental também aparecem como motivação para o uso, com transtorno de ansiedade em 14,9% e depressão em 9,2%. Outros motivos incluem fibromialgia, estresse pós-traumático e TDAH.
Sete em cada dez mães utilizam combinando remédios da planta com medicamentos convencionais. Metade das participantes afirmou não ter usado cannabis antes do tratamento médico prescrito.
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