- A Nasa revelou planos para construir uma base lunar permanente até 2032, com módulos robóticos de pouso, drones e veículos para uso na Lua.
- Empresas contratadas incluem Blue Origin, Intuitive Machines e Astrobotic, com os módulos Endurance (Blue Origin) e Griffin-1 (Astrobotic) entre os destaques.
- A exploração robótica começaria até 2029, com cerca de 25 lançamentos e 4 toneladas de carga pousadas na Lua, para mapear o terreno e dar suporte aos humanos.
- O projeto prevê, posteriormente, instalações de energia nuclear e solar na Lua, visando habitações semipermanentes e maior mobilidade entre pontos na superfície.
- O Polo Sul lunar é apontado como área estratégica pela água congelada, útil para consumo e produção de oxigênio, em meio à “corrida” para levar humanos à superfície lunar até 2030.
A Nasa revelou planos para construir uma base lunar permanente até 2032, com uso de módulos robóticos, drones e veículos para explorar e estabelecer a presença no polo sul da Lua. O objetivo é mapear o terreno, suportar experimentos científicos e facilitar viagens futuras a Marte.
Entre os elementos anunciados, destacam-se módulos de pouso robótico, veículos de transporte lunar e instrumentos científicos, incluindo câmeras de alta resolução e ferramentas a laser para navegação e pousos precisos. A meta é lançar até 2029 uma primeira fase com 25 lançamentos e quatro toneladas de carga pousadas.
A operação envolve várias empresas, com a Blue Origin, Intuitive Machines e Astrobotic entre as contratadas para desenvolver as máquinas. O módulo Endurance, da Blue Origin, deve realizar pousos autônomos, enquanto o Griffin-1, da Astrobotic, tem destino à cratera Nobile, próximo ao polo sul.
Visão geral do plano
Em março, a Nasa anunciou um programa de cerca de US$ 20 bilhões para criar infraestrutura de energia nuclear e solar na Lua, com habitações semipermanentes até 2032. A ideia é sustentar a presença humana com reatores de fissão em operação.
Cronograma e desdobramentos
No âmbito político, os EUA buscam retornar os americanos à Lua antes de 2029, marco definido pelo governo. A agência também compete com a China, que trabalha para levar pessoas à superfície lunar até 2030, tendo lançado a missão Shenzhou-23 para a estação Tiangong em 25 de março.
Desafios técnicos e estratégicos
O objetivo de levar humanos depende de uma nave de pouso segura, ainda em desenvolvimento pela SpaceX, cuja Starship Human Landing System enfrenta atrasos. Especialistas destacam que o cronograma da Nasa é ambicioso e sujeito a ajustes conforme avanços tecnológicos.
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