- Novo teste rápido usa vídeos da parte branca dos olhos para identificar anemia, com precisão de cerca de 83% em 224 participantes.
- A pesquisa utilizou câmera de microscópio com ampliação de 50x e vídeos de 10 segundos para capturar vasos sanguíneos oculares.
- O método ( VesselNet, IA) compara hemoglobina prevista com valores reais de exames de sangue e pode ajudar na triagem de pacientes.
- Tecnologia ainda não substitui hemogramas, mas pode indicar quem precisa de exame completo, especialmente onde há acesso limitado a laboratórios.
- Os pesquisadores também podem ampliar a abordagem para incluir glóbulos brancos, com melhorias em resolução e estudos com mais pessoas e grupos diversos.
O que aconteceu: pesquisadores desenvolveram um teste rápido que avalia anemia a partir de vídeos curtos dos olhos. O estudo envolveu 224 participantes e mostrou precisão de cerca de 83% na identificação de anemia. Ainda não substitui exames de sangue, mas pode servir como triagem inicial.
Quem está envolvido: equipe do Centro Médico Sheba, em Israel, com uso de inteligência artificial no processamento das imagens. Participaram voluntários saudáveis e pacientes com distúrbios sanguíneos, inclusive indivíduos com câncer.
Quando e onde: estudo divulgado em 8 de abril na NPJ Digital Medicine, com coleta de vídeos no Centro Médico Sheba, em Israel.
Por que importa: o método pode facilitar o triagem de pacientes em locais com acesso limitado a laboratórios, ajudando a indicar quem precisa de hemograma completo.
Como funciona o teste
Câmera de microscópio com 50x de ampliação gravou 10 segundos da parte branca do olho. Os vídeos alimentaram o software Video-to-Vessels para gerar imagens time-lapse dos vasos sanguíneos.
Em seguida, o modelo VesselNet analisou padrões de fluxo sanguíneo para prever hemoglobina e número de glóbulos vermelhos. A comparação com exames de sangue tradicionais indicou acerto de aproximadamente 83%.
Comparação com métodos existentes
Dispositivos como o Pronto-7 já medem hemoglobina na unha com luz, com taxas de acerto entre 80% e 88%. A nova abordagem utiliza o olho, buscando ampliar a precisão e ampliar a aplicação em diferentes populações.
Diversos pesquisadores destacam a necessidade de maior resolução para eventual contagem de glóbulos brancos. Ensaios futuros devem incluir grupos maiores e diversificados, especialmente pessoas com anemia por deficiência de ferro.
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