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Raro mineral de fosfato, descoberto em 1944, brilha em amarelo-esverdeado

Brasilianita, fosfato raro de brilho vítreo amarelo-esverdeado, ganha destaque internacional, com depósitos em Conselheiro Pena, Minas Gerais

Mineral de fosfato raro e valioso com intensa coloração amarela e brilho vítreo – Créditos: depositphotos.com / [email protected]
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  • A brasilianita é um mineral de fosfato extremamente raro, descoberto em 1944 no município de Conselheiro Pena, Minas Gerais, Brasil.
  • O mineral recebeu o nome em homenagem ao Brasil, onde as primeiras amostras foram identificadas por científicos norte-americanos.
  • Foi descrita por Frederick Pough e Edward Henderson, que comprovaram tratar-se de uma espécie inédita de fosfato de sódio e alumínio.
  • Forma-se em pegmatitos de granito ricos em fósforo e sódio, com cristais que aparecem em cavidades da rocha, muitas vezes junto a albita e apatita.
  • Os principais depósitos estão em Conselheiro Pena e Divino das Laranjeiras; a brasilianita tem dureza de 5,5 na escala de Mohs e brilho vítreo, sendo frágil para uso diário em joias.

A Brasilianita, mineral de fosfato extremamente raro, foi descoberta em 1944 no Brasil. Sua cor amarela-esverdeada e brilho vítreo a tornaram uma das gemas mais cobiçadas por museus e colecionadores. A descoberta ocorreu em Minas Gerais.

O mineral recebeu o nome em homenagem ao Brasil, onde as primeiras amostras foram identificadas pela ciência. As primeiras rochas com o mineral foram encontradas no município de Conselheiro Pena, no leste de Minas Gerais, famoso por pegmatitos.

Os gemólogos Frederick Pough e Edward Henderson descrevem a Brasilianita como espécie inédita, distinguindo-a de outros fosfatos de sódio e alumínio conhecidos. A relação com o Brasil é destacada pela origem do material.

Origem e formação

A cristalização ocorre em pegmatitos de granito ricos em fósforo e sódio, sob condições hidrotérmicas específicas. Os cristais formam-se em cavidades da rocha, muitas vezes com Albita e Apatita.

Para entender a raridade no mercado, compara-se a Brasilianita com o Topázio Imperial. Abaixo, parâmetros técnicos relevantes:

  • Composição: Brasilianita = fosfato de sódio e alumínio; Topázio Imperial = silicato de alumínio com flúor
  • Dureza Mohs: Brasilianita 5,5; Topázio Imperial 8,0
  • Cor típica: Brasilianita amarelo-esverdeado; Topázio Imperial amarelo-ouro a rosa-alaranjado

Principais depósitos

Conselheiro Pena e as minas Divino das Laranjeiras concentram quase todas as descobertas de qualidade gemológica. Espécimes dessas lavras são conhecidos pela cristalização bem formada e boa transparência.

Especificações técnicas e usos

A Brasilianita tem dureza moderada de 5,5 na escala Mohs, tornando-a frágil para uso diário em joias. Predominantemente aparece em pingentes ou como peça museológica. Grandes exemplares lapidados estão no American Museum of Natural History e no Museu de Geociências da USP.

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