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Vespas sem rainha criam estratégia de sobrevivência diante do caos

Sem rainha, vespas de Polistes canadensis entram em guerra por liderança; as compensadoras mantêm funcionamento essencial e evitam o colapso da colônia

Sem rainha, vespas entram em guerra enquanto ajudantes mantêm colônia viva silenciosamente. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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  • Estudo publicado na revista Animal Behaviour mostra que vespas tropicais enfrentam conflitos internos quando a rainha desaparece.
  • Em Polistes canadensis, colônias flexíveis permitem que várias fêmeas mantenham capacidade reprodutiva, gerando disputas pela liderança.
  • Ao perder a rainha, observa-se aumento de agressividade, disputas por dominância e desorganização social, além de tarefas essenciais continuarem a ser realizadas.
  • Um grupo de vespas, chamadas de “compensadoras”, mantém atividades básicas como busca de alimento e cuidado das larvas, salvando a colônia de colapso.
  • Não houve diferenças biológicas claras entre vespas agressivas e compensadoras, sugerindo que comportamentos são estratégicos, não determinados por funções fixas.

Um estudo publicado na revista Animal Behaviour mostrou que colônias de vespas tropicais mergulham em conflitos internos quando a rainha some, mas algumas fêmeas mantêm a colônia viva ao continuar tarefas essenciais. A espécie analisada foi Polistes canadensis, encontrada no Caribe e em áreas tropicais da América Central.

Com a ausência da líder, candidatas surgem para ocupar a posição de comando, gerando mudanças rápidas no comportamento da colônia, como aumento da agressividade e disputas por dominância. A organização social pode se romper temporariamente durante o processo.

No entanto, o trabalho aponta um desfecho inesperado: a colônia não entra em colapso completo. Enquanto parte das vespas disputa poder, outras permanecem trabalhando para obter alimento e cuidar das larvas, garantindo a continuidade do grupo.

Vespa compensadora mantém a colônia

Os pesquisadores passaram a chamar as fêmeas que seguem realizando tarefas básicas de compensadoras. Elas asseguram a sobrevivência coletiva ao garantir alimentação e cuidado com as larvas, mesmo em meio a conflitos.

Observações indicam que não há diferenças biológicas aparentes entre vespas agressivas e as compensadoras, sugerindo que comportamentos podem ser estratégicos, não fixos por funções. A dinâmica aponta para Cooperação indireta durante crises.

Implicações científicas

O estudo amplia a compreensão sobre como sociedades animais lidam com instabilidade sem hierarquias rígidas. Segundo os autores, lideranças fortes ajudam, mas indivíduos que executam funções-chave nos bastidores também sustentam o grupo.

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