- O frio pode elevar em até 20% o risco de AVC, segundo o Instituto Nacional de Cardiologia (INC).
- A queda de temperatura provoca contração dos vasos sanguíneos, aumenta a pressão arterial e exige mais do coração para manter o fluxo sanguíneo.
- Pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol alto, histórico de tabagismo e sedentarismo devem redobrar os cuidados no inverno.
- A hidratação costuma cair no frio, o que pode deixar o sangue mais viscoso e aumentar o risco de coágulos.
- Sinais de AVC devem levar a atendimento imediato: fraqueza de um lado, dificuldade para falar, confusão, alteração de visão, desequilíbrio e dor de cabeça forte.
O frio à frente das regiões brasileiras aumenta a preocupação com impactos à saúde. Especialistas destacam que temperaturas baixas podem alterar a circulação sanguínea e a pressão arterial, fatores ligados ao AVC. O Instituto Nacional de Cardiologia aponta que o risco de AVC pode subir até 20% em razão da queda de temperatura.
Ao se expor ao frio, o organismo contrai os vasos para conservar calor. Esse ajuste eleva a pressão arterial e aumenta o esforço do coração para manter o fluxo sanguíneo, especialmente em pessoas com predisposição cardiovascular.
O neurocirurgião Victor Hugo Espindola explica que a contração vascular é uma resposta natural, porém pode ser perigosa para quem já tem fatores de risco. A circulação fica mais exigida e o risco de complicações aumenta.
Cuidados especiais são recomendados para quem tem hipertensão, diabetes, colesterol alto, histórico de tabagismo ou sedentarismo. Além disso, idosos e pessoas com doenças crônicas requerem monitoramento mais próximo durante o inverno.
Outro ponto é a hidratação. Com a sensação de sede reduzida, muitas pessoas bebem menos água no frio, o que pode deixar o sangue mais viscoso e favorecer coágulos. Manter a ingestão regular de líquidos é essencial.
Sintomas e prevenção
Sinais de AVC incluem fraqueza de um lado, fala comprometida, confusão, visão alterada, desequilíbrio e dor de cabeça intensa. Em qualquer acometimento, o atendimento médico de urgência é crucial para minimizar danos.
A prevenção deve ocorrer o ano todo, com prática regular de atividade física, controle da pressão, cessação do tabagismo e acompanhamento médico. O conjunto de hábitos diários é determinante para reduzir o risco vascular.
Panorama para o inverno
O frio não cria AVC por si só, mas aumenta a vulnerabilidade em indivíduos com fatores de risco. Mudanças bruscas de temperatura, banhos muito quentes e hábitos inadequados podem agravar quadros já existentes, exigindo vigilância adicional.
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