- Brasil precisa se preparar para o El Niño, com previsões de que o fenômeno seja mais intenso neste ano, potencialmente impactando Sul com chuvas fortes e Norte/Nordeste com secas.
- A sessão temática no Senado, conduzida pelo senador Esperidião Amin, contou com parlamentares, especialistas e representantes do governo para discutir ações de prevenção.
- Pesquisadores apontam alta probabilidade de início do El Niño ainda neste ano, com estimativas de 92% entre maio e julho e de 98% para que seja forte ou muito forte no último trimestre.
- Governos e sociedade devem focar em proteção à agricultura, ao abastecimento de água e a pessoas em áreas de encostas, reforçando a necessidade de prevenção e planos de resposta a desastres.
- Autoridades destacam que o aquecimento global aumenta a energia na atmosfera, ampliando episódios climáticos extremos, e ressaltam monitoramento contínuo e medidas para reduzir vulnerabilidades regionais.
O Brasil precisa se preparar para enfrentar o El Niño, segundo debate promovido pelo Senado. Previsões indicam intensificação do fenômeno neste ano, com impactos maiores a partir do segundo semestre. O país tem ferramentas de previsão, mas carece de aperfeiçoar políticas de prevenção.
Participaram da sessão o senador Esperidião Amin, parlamentares, especialistas e representantes do governo. O objetivo foi coletar informações para orientar ações de proteção à agricultura, à disponibilidade de água e a pessoas em áreas de encostas.
Nova realidade
O senador Hermes Klann afirmou que o El Niño deve se intensificar nos próximos meses e pode tornar 2027 o ano mais quente já registrado. Pesquisadores do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas apoiaram a projeção.
Klann, que acompanhou o debate online, destacou que o El Niño já se tornou uma realidade frequente. Segundo ele, a questão não é a falta de previsão, e sim a prevenção por parte do governo.
Aquecimento global e riscos
O pesquisador Carlos Nobre ressaltou que as previsões pioram em contexto de aquecimento global. Em 2024 houve recorde de 1,55ºC no aumento da temperatura, o que aumenta a energia na atmosfera e intensifica eventos.
Para maio a junho, a probabilidade de início do El Niño chega a 92%, e entre outubro e dezembro pode ser forte ou muito forte, conforme estimativas. Nobre pediu preparação adequada.
Centenas de milhares de pessoas vivem em áreas de risco, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, em encostas. A representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, Regina Célia dos Santos, reforçou os riscos no Sul.
Regina também apontou possíveis impactos em queimadas, inclusive na Amazônia. Ela informou que o governo monitora o fenômeno e planeja ações para reduzir danos nas diferentes regiões.
Ações e próximos passos
O senador Mourão defendeu medidas efetivas, incluindo obrigatoriedade de parâmetros climáticos atualizados em obras públicas financiadas com recursos federais. O objetivo é evitar catástrofes e tornar planos exequíveis.
Klann pediu envolvimento da sociedade civil, setor produtivo e instituições sociais para ampliar a prevenção. Amin disse que as recomendações devem nortejar a próxima cartilha do Senado sobre o tema.
A sessão contou com a participação de especialistas do Inpe e de outras entidades, além de parlamentares e representantes locais, para consolidar informações sobre impactos e respostas. Agência Senado.
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