- Pesquisa de 2025 mostra que 54% dos brasileiros já usam inteligência artificial no dia a dia, no trabalho, estudo ou atividades pessoais.
- Risco principal é a coleta excessiva de dados por plataformas sem políticas de privacidade claras e sem proteção contra vazamentos.
- Ameaça real não é apenas ataque de hackers, mas uso informal, integrações mal configuradas e ausência de governança de dados.
- Dicas: desconfiar de plataformas que pedem dados demais sem justificativa, que não explicam como usam as informações ou não têm política de privacidade; cuidado com acessos como e-mail, Drive e redes sociais.
- A Lei Geral de Proteção de Dados existe, mas a velocidade da IA supera a regulação; usuários devem entender que dados podem ser armazenados, usados para treinamento e expostos.
A adoção de inteligência artificial cresce no Brasil, com 54% dos brasileiros já usando ferramentas digitais no dia a dia, seja no trabalho, nos estudos ou em atividades pessoais. A constatação vem de pesquisa realizada em 2025 por Google e Ipsos.
Apesar da ampla presença, há dúvidas sobre a forma como dados são coletados e usados por IA. Especialistas destacam a falta de clareza em políticas de privacidade e a possibilidade de vazamentos em plataformas com pouca proteção.
A pesquisa aponta que o avanço da IA supera o entendimento sobre privacidade, elevando o risco de invasões de dados em documentos, conversas e informações sensíveis compartilhadas com ferramentas digitais.
Riscos apontados por especialistas
A principal ameaça não é apenas o ataque de hackers, segundo o advogado de direito digital Danilo Melo. A combinação de coleta excessiva, uso informal de IA e integrações mal configuradas gera vulnerabilidades significativas.
No mercado de cursos online e infoprodutos, o problema é agravado pela frequência de novas ferramentas sem governança adequada. Usuários acabam expostos a políticas pouco transparentes.
Como se proteger
Recomenda-se moderar o uso de plataformas que pedem dados desnecessários ou não explicam o uso das informações. Verifique se há política de privacidade clara e identificação do responsável pela plataforma.
Além disso, cautela com integrações extensas. O acesso simultâneo a e-mail, redes sociais e serviços de nuvem aumenta a exposição de dados pessoais.
Educação sobre privacidade e o enquadramento legal
Melo destaca que muitos usuários tratam IA como assistente pessoal, sem considerar os impactos de retenção de dados. Informações corporativas, exames e conversas sensíveis podem ser utilizadas para treinamento ou compartilhamento sem consentimento.
No Brasil, a LGPD regula coleta, armazenamento e uso de dados pessoais. No entanto, a velocidade de evolução da IA supera a capacidade regulatória, segundo o especialista, o que demanda atenção contínua de usuários e empresas.
O que está em jogo
Os riscos de uso indiscriminado incluem vazamento de conversas, acesso a ferramentas corporativas, exposição entre usuários, conteúdos criados de forma falsa e clonagem de identidade.
As informações destacadas começaram a circular a partir de uma pesquisa internacional, com participação de brasileiros, que reforça a necessidade de maior transparência e governança de dados em plataformas de IA.
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