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Febre amarela: vacinação é reforçada no ABC após caso em macaco em Santo André

Vacinação contra febre amarela é reforçada no Grande ABC após caso em macaco em Santo André, diante de novos casos humanos no estado

Vacinação é a principal forma de prevenção da febre amarela.
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  • Vacinação contra febre amarela é reforçada no Grande ABC após confirmação de caso em macaco em Santo André.
  • Do total de casos humanos no estado neste ano, são nove (região de Sorocaba teve um caso; Taubaté, oito) com cinco mortes; nenhum paciente tinha histórico de vacinação.
  • A vigilância de primatas não humanos ajuda a detectar circulação do vírus antes de aparecer em pessoas.
  • Em Santo André, e nos demais municípios do Grande ABC (São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), a vacinação é indicada para maiores de seis meses; dose zero pode ser aplicada entre 6 e 8 meses.
  • A vacina é gratuita e segue o calendário, com dose única para quem tem mais de cinco anos sem imunização; quem vacinou em 2018 deve verificar necessidade de reforço.

O estado de São Paulo intensificou a vacinação contra a febre amarela no Grande ABC após a confirmação de um caso em macaco em Santo André. A SES-SP informou que a medida busca ampliar a proteção antes de possíveis casos humanos, com base no boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica.

O relatório destaca que a vigilância de primatas não humanos é estratégia-chave para o controle da febre amarela silvestre. A detecção em animais pode indicar circulação do vírus antes de surgir infecção em pessoas.

Entre março e abril deste ano, o estado registrou nove casos humanos de febre amarela, sendo oito na região de Taubaté e um em Sorocaba. Cinco pacientes morreram. A SES-SP informou que nenhum paciente tinha histórico de vacinação.

Vacinação no Grande ABC

Em Santo André, a vacinação é indicada para pessoas a partir de seis meses. Crianças de 6 a 8 meses recebem a chamada dose zero, que não substitui o calendário regular. Gestantes, lactantes e idosos acima de 60 devem consultar um médico antes da dose.

A recomendação vale para os demais municípios do Grande ABC: São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Lá, a vacinação é destinada a quem tem mais de 9 meses e está com esquema incompleto ou ausente.

A vacina é gratuita e faz parte do calendário de rotina. A aplicação costuma começar com a dose aos 9 meses e o reforço aos 4 anos. Quem não compareceu aos 5 anos pode receber uma dose única.

Quem recebeu a dose fracionada em 2018, durante o surto, deve procurar uma UBS para confirmar necessidade de reforço. A orientação é verificar se há necessidade de nova dose.

Sobre a febre amarela

A doença é infecciosa aguda transmitida por mosquitos infectados, com ciclos silvestre e urbano. No silvestre, macacos são hospedeiros e mosquitos Haemagogus e Sabethes atuam como vetores. O ciclo urbano é facilitado pelo Aedes aegypti.

O Brasil não registra transmissão urbana desde 1942. Apesar dos macacos serem hospedeiros no silvestre, eles não transmitem a doença diretamente aos humanos.

Entre os sintomas estão febre, calafrios, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas e vômitos. Casos graves podem evoluir para hemorragias, falência de órgãos e icterícia. O Ministério da Saúde estima mortalidade entre 20% e 50% dos casos graves.

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