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Happy, elefante que se reconhecia no espelho, é eutanizado aos 55 anos

Elefante asiático Happy, famosa por reconhecer-se no espelho, é eutanasiada aos 55 anos no Zoológico do Bronx por condições relacionadas à idade, cercada por cuidadores

A elefante fêmea Happy, sacrificada nos Estados Unidos
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  • Elefante asiático Happy, de 55 anos, foi eutanasiado no Zoológico do Bronx, em Nova York, após cuidados paliativos devido à idade.
  • Happy apareceu reconhecendo o próprio reflexo no espelho em 2005, demonstrando autoconsciência; nasceu na Ásia e chegou aos Estados Unidos em 1977.
  • Necropsia revelou artrite e grandes tumores uterinos inoperáveis; também havia sinais de declínio renal e hepático.
  • Dedicavam-se a Happy por mais de três décadas; ela passou as últimas semanas em um celeiro fora da área de visitação, com hidratação, alimentação e manejo da dor.
  • O zoológico enfrentou críticas de ativistas sobre o espaço dos elefantes em cativeiro; em 2018 houve processo para torná-la “pessoa” legalmente, mas foi rejeitado.

A elefante-asiática Happy, conhecida por demonstrar reconhecimento de espelho, foi eutanasiada aos 55 anos no Zoológico do Bronx, em Nova York, nos Estados Unidos. A decisão ocorreu após período de cuidados paliativos, devido a problemas de saúde relacionados à idade. A equipe apontou que a euthanasía ocorreu com a participação de tratadores, curadores e veterinários que acompanham Happy há décadas.

Segundo o Zoo, Happy viveu além da vida média de animais da espécie em cativeiro na América do Norte, estimada em cerca de 45 anos. A eutanásia foi adotada após avaliações contínuas sobre a qualidade de vida da elefanta, que recebia suporte para alimentação, hidratação e manejo da dor.

A necropsia revelou artrite e grandes tumores uterinos inoperáveis, fatores que contribuíram para a decisão. Historicamente, Happy nasceu na Ásia, foi trazida aos EUA ainda filhote e chegou ao Bronx em 1977, recebendo o nome inspirado na personagem Feliz de Branca de Neve.

Legado para a espécie

Happy participou de estudos que sugerem autoconsciência em elefantes ao reconhecer seu reflexo em espelho, em 2005. Pesquisadores destacaram que ela era motivada por petiscos e que guardava alimento para consumir depois.

Keith Lovett, representante do zoológico, afirmou que Happy inspirou visitantes a se interessarem por elefantes-asiáticos e por conservação. O zoológico ressaltou que a cantora de sua vida foi marcada por vínculos estáveis com cuidadores que acompanham a elefanta há mais de 30 anos.

Polêmicas envolvendo ativistas

Durante a vida de Happy houve críticas à condição de recintos de elefantes em zoológicos e debates sobre transferências para santuários. Em 2018, a Nonhuman Rights Project moveu processo para que Happy fosse declarada pessoa jurídica e transferida, mas a Justiça de Nova York rejeitou a ação.

Os responsável pelo Bronx destacaram que Happy recebia cuidados meticulosos, tinha espaço para nadar e se exercitar, e que a retirada do zoo poderia prejudicar seu bem-estar. Nos últimos dias, ela permaneceu em um celeiro próximo, em local não aberto à visitação, com suporte para hidratação e alimentação.

Ao longo da vida, Happy teve companheiros, sendo o último dele morto em 2006. Patty e Maxine, outras elefântas-asiáticas da mesma instituição, viveram separadas por segurança, embora pudessem se cheirar através de uma divisória. Patty continua no Bronx, com mais de cinco décadas de residência.

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