- A Organização Meteorológica Mundial indica 75% de chance de a temperatura média global ultrapassar 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais até 2030, repetidamente nos próximos cinco anos.
- Itália cells: alerta vermelho para Roma e outras quatro cidades devido à onda de calor; Portugal e França registraram recordes de temperatura em maio.
- Projeções apontam variação entre 1,3 °C e 1,9 °C até 2030, com 95% de chances de ao menos um ano superar 1,5 °C e 86% de que algum desses anos seja o mais quente da história.
- O fenômeno El Niño deve elevar ainda mais as temperaturas, tornando provável que 2027 seja o ano mais quente já registrado; 2024 foi muito quente por causa do El Niño anterior.
- Espera-se impacto global: derretimento do gelo no Ártico, secas na Amazônia, inundações no Sahel e aumento de eventos de calor extremo na Europa, com mortes, hospitalizações e escolas fechadas em alguns casos.
A onda de calor que atinge Portugal, França e Itália escalou nesta quinta-feira, 28, com alertas vermelhos em Roma e outras cidades italianas. Em Portugal e França, temperaturas mais altas que as registradas em maio já foram observadas. A ONU, por meio da Organização Meteorológica Mundial, avisou que a tendência é de piora.
Segundo a OMM, há 75% de chance de a temperatura média global superar repetidamente o limite de 1,5 °C acima do período pré-industrial até 2030. O relatório aponta que esse patamar deverá ser quebrado várias vezes nos próximos cinco anos, ampliando riscos para ecossistemas.
O estudo também destaca que qualquer ano superior a 1,5 °C traz eventos climáticos extremos com mais intensidade. Melhores condições de monitoramento apontam que cada 0,1 grau adicional aumenta impactos em comunidades, espécies e recursos naturais, segundo a pesquisadora Melissa Seabrook.
Ascensão de calor e impactos globais
Os últimos 11 anos (2015–2025) ficam entre os mais quentes já registrados, e a previsão indica novas marcas nos próximos anos. Entre 1,3ºC e 1,9ºC de alta até 2030, há 95% de chances de pelo menos um ano romper o 1,5ºC e 86% de que algum deles seja o mais quente da história.
O fenômeno El Niño deve impulsionar ainda mais as temperaturas globais, elevando a probabilidade de recordes. A última atuação, entre 2023 e 2024, já contribuiu para 2024 figurar como o ano mais quente já registrado.
Derretimento de gelo e riscos a ecossistemas
Entre as regiões, o Ártico tende a alcançar temperaturas médias até 5,1ºC acima do normal, acelerando o derretimento de gelo marinho. O fenômeno favorecerá ciclos de calor mais intensos, segundo os especialistas.
A Amazônia deve enfrentar períodos de seca mais prolongados, elevando o risco de incêndios e prejudicando o abastecimento. No Sahel, a região pode registrar chuvas acima da média, aumentando chances de inundações.
Europa sob calor extremo
A Europa registra a cúpula de calor, com ar quente vindo do norte da África preso sobre a região por sistemas de alta pressão. França e Reino Unido já registraram mortes associadas ao calor, e Portugal relatou aumento de hospitalizações.
Na França, Angoulême-La Couronne registrou 37,8°C, marca histórica para maio. Em Mora, Portugal, o termômetro atingiu 40,3°C, superando o recorde anterior para o mês.
A Itália, por ora, não ultrapassou os picos mais altos, mas Roma e outras cidades foram orientadas a evitar exposição ao sol. Autoridades italianas mantêm medidas para reduzir impactos da onda de calor.
Entre na conversa da comunidade