- Mães que voltam ao trabalho em desenvolvimento de software enfrentam um mercado reconfigurado pela IA, com grande parte do código sendo automatizado.
- A engenheira de software Danielle, de Portland, Oregon, diz que as habilidades repetitivas de programação passaram a ser terceirizadas para IA, alterando a natureza do cargo.
- Grandes empresas de IA preveem um futuro em que a maior parte do código é escrita por IA, com ferramentas como Claude Opus 4.5 ganhando destaque em 2025.
- O mercado ficou mais competitivo para celles que retornam da licença-maternidade, com relatos de demissões, exigência de conhecimento em IA e dificuldades de recolocação.
- Algumas profissionais consideram mudar de carreira ou investir em projetos próprios, como arquitetura de paisagismo, para evitar automação direta.
As mães que trabalham com desenvolvimento de software enfrentam um ambiente de IA que mudou radicalmente o dia a dia do trabalho. A transformação, que ocorreu entre 2024 e 2025, chegou às empresas de tecnologia dos EUA e do Reino Unido, moldando como código é escrito e revisado.
Danielle, que pediu para usar apenas o prenome, trabalhava em uma empresa automotiva em Portland, Oregon. Ao retornar da licença maternidade em 2025, encontrou a prática de codificação fortemente apoiada por IA, diferente do que conhecera antes de sair. A equipe passou a depender de ferramentas de IA para checar, compor e depurar código.
A mudança ocorreu em meio a previsões de que IA pode comprometer grande parte das funções administrativas e técnicas. Executivos de laboratórios de IA já alertaram sobre impactos em empregos de setores como direito, finanças e consultoria, e o setor de software passou a registrar mudanças mais rápidas que outras áreas.
Adaptações no dia a dia
Diante desse cenário, mães que retornam de licença encontram tarefas que antes eram feitas por humanos agora realizadas ou aceleradas por modelos de IA. Relatos indicam que a prática varia desde uso pontual até dependência quase total para alterações de código.
Uma gerente de projeto de uma empresa de tecnologia da saúde nos EUA relata que a equipe passou a aceitar IA como ferramenta central, o que levou a mudanças na rotina de codificação e na avaliação de produtividade. Mulheres em licença no Reino Unido mencionam sentir-se vulneráveis diante da pressão por acompanhar o ritmo tecnológico.
Desafios e oportunidades
Profissionais destacam que, mesmo com a IA, a necessidade de entender o funcionamento do código continua. Algumas relatos indicam ganhos ao explicar trechos de código com o auxílio de IA, reduzindo a carga de tarefas repetitivas, enquanto outras pessoas temem a automação de seus cargos.
Entre as mães que retornam, há preocupações sobre a possibilidade de serem cortadas por terem ficado longe, especialmente em mercados com alta demanda por habilidades em IA. Pesquisas apontam que a lacuna de alfabetização em IA entre mães e colegas pode ampliar dificuldades de recolocação.
Impacto na carreira e na família
O retorno ao trabalho ocorre em um momento em que a formação contínua em IA é cada vez mais exigida. Em alguns casos, a procura por novas funções exige atualização rápida, o que pode dificultar conciliar com responsabilidades familiares. O medo de perder espaço no mercado acompanha muitas candidatas.
Ao mesmo tempo, relatos indicam que para algumas profissionais a IA abriu caminhos de eficiência, permitindo focar em problemas complexos e reduzir tarefas tediosas. Ainda assim, as mudanças aceleradas alimentam debate sobre equilíbrio entre carreira tecnológica e planos familiares.
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