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O que mata os elefantes de Sumatra? A batalha para salvar um dos raros animais

Elefantes de Sumatra em Bengkulu enfrentam declínio crítico por desmatamento e conflitos com humanos, com monitoramento por drones e planos de proteção em pauta

The death of a mother and calf in the Indonesian province of Bengkulu is still being investigated.
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  • Em Bengkulu, Sumatra, duas elefantas foram encontradas mortas no fim de abril, mãe e filhote, em uma área de floresta de produção, com presas intactas.
  • A morte das duas, assim como de um tigre próximo, está em investigação; não se acredita ser causadas por caçadores, e já são comparadas a um problema mais amplo.
  • Desde 2018, sete elefantes selvagens morreram em Bengkulu; a população no entorno de Seblat está estimada em não mais que cinquenta indivíduos, em estado crítico.
  • Entre janeiro de 2024 e outubro de 2025, estima-se que 1,585 hectares do habitat das elefantes sumatranos tenham sido perdidos devido a desmatamento e expansão de atividades humanas.
  • A BKSDA começou a monitorar Seblat com drones de imagem térmica para mapear populações e habitats, com metas de proteção de curto e longo prazo, além de discutir criação de santuário e recuperação de corredores entre grupos.

A descoberta de dois elefantes mortos em Bengkulu, sul de Sumatra, acendeu o debate sobre a crise da espécie na região. A mãe e seu filhote foram encontrados lado a lado em uma área de floresta de produção, com os dentes preservados, no final de abril. A causa permanece em investigação, com suspeitas não apontando unicamente para caçadores.

Conservacionistas dizem que o episódio não é isolado. Estima-se que sete elefantes silvestres já tenham morrido em Bengkulu desde 2018. A população local, que um dia chegou a ser estável, caiu para números inferiores a 50 indivíduos na área de Seblat, tornando a situação crítica.

A espécie Sumatranus Elephas Maximus enfrenta ameaças históricas de caça furtiva e desmatamento. A degradação de habitat, estimulada por lavouras e plantações de óleo de palma, levou o animal à lista de critically endangered pela IUCN desde 2011.

Especialistas apontam que, entre 2024 e 2025, houve perda de hectares de habitat dos elefantes na região: mais de 1,5 mil hectares, segundo cálculos de um pesquisador da IPB. A redução do espaço disponível aumenta conflitos com comunidades humanas e com áreas agrícolas.

Após a morte, as autoridades ambientais da Bengkulu, vinculadas ao órgão de recursos naturais, passaram a monitorar Seblat com drone de imagem térmica. O objetivo é mapear a população, o habitat e orientar ações de proteção.

A gestão ambiental aponta que a monitoria deve guiar medidas de curto prazo, como controle de invasões, e de longo prazo, com melhorias na governança e na conectividade entre grupos de elefantes. A ideia é reduzir conflitos com comunidades ribeirinhas e agricultores.

O monitoramento com drones já identificou um grupo de 17 elefantes, incluindo quatro filhotes, em áreas de Seblat. A tecnologia ajuda a entender padrões de deslocamento e a localização de mamíferos em áreas remotas.

Alguns especialistas defendem a restauração do ecossistema Seblat, com suspensão de licenças de manejo de madeira e de óleo de palma e criação de um santuário que conecte corredores de habitat. A ideia é gerar espaço seguro para toda a população.

Com a imprensa local, autoridades sinalizam que medidas de prevenção e participação comunitária são cruciais. A participação de moradores pode mudar a percepção sobre o papel ecológico dos elefantes na região.

O ministro Florestal, em encontro com especialistas, prometeu fortalecer ações de conservação. Entre as propostas, está a implementação de um sistema de alerta precoce para comunidades vizinhas e o mapeamento de corredores para conectar áreas de habitat.

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