- Göbekli Tepe fica na Turquia, com construção datada entre 9.600 e 9.500 a.C., mostrando um templo de pedra anterior às cidades e à agricultura.
- Os pilares em formato de T têm até 6 metros de altura e pesam até 20 toneladas, erguidos por caçadores-coletores sem uso de metal.
- Já foram revelados 20 círculos de pedra com 200 pilares decorados com relevos de animais e símbolos abstratos.
- O sítio ocupa 8 hectares e é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2018; até o momento, apenas 5% da área foi escavada.
- A descoberta sugere que o templo pode ter sido o motor da fixação no território, da domesticação de plantas e animais e do início de comunidades complexas.
Göbekli Tepe, um templo de pedra na Turquia com cerca de 11.500 anos, mudou a compreensão sobre o nascimento da civilização. Pilares de até 20 toneladas destacam-se entre círculos megalíticos, com relevos de animais, levantando questões sobre organização humana pré‑urbana.
Localizado no sudeste turco, na região da Mesopotâmia, o sítio abriga círculos de pedra com pilares em formato de T. Datado entre 9.600 e 9.500 a.C., ele é anterior à maioria das cidades e pirâmides conhecidas.
Descoberto em 1963 e escavado desde 1994, Göbekli Tepe já revelou 20 círculos e cerca de 200 pilares, muitos com gravações de animais. Apenas 5% da área de 8 hectares foi explorada e o sítio é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2018.
Estrutura e curiosidades
Os pilares, muitas vezes com seis metros de altura, foram esculpidos na rocha-mãe e movidos sem uso de metal ou animais de carga. Gravuras incluem leões, raposas, javalis, serpentes, abutres e símbolos abstratos.
As peças sugerem também figuras antropomórficas e possíveis representações de crenças ou rituais. A prática de enterrar o complexo por volta de 8.000 a.C. permanece entre os principais enigmas.
Além dos pilares, o local não apresenta marcas de moradia, reforçando a hipótese de santuário ritual. Engenhosidade humana e cooperação em larga escala ficam evidentes na construção.
Perguntas em aberto e próximos passos
Estudos indicam que o sítio pode ter função cerimonial de grande alcance, atraindo pessoas de regiões vizinhas. A existência de alinhamentos astronômicos em alguns círculos também é objeto de investigação.
Georreferenciamento aponta áreas ainda não escavadas sob os montes vizinhos. Pesquisas futuras buscam entender a transição para a agricultura, possíveis protoescritas e calendários.
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