- Xuxa comemora um ano do transplante capilar; ela diz que o resultado está ótimo e que não há mais falhas aparentes.
- A motivação foi a queda de cabelo relacionada à alopecia androgenética, associada à transição hormonal da menopausa.
- A menopausa não provoca diretamente a alopecia, mas reduz o estrogênio e aumenta a influência da testosterona nos folículos capilares.
- Sinais de atenção no climatério incluem abertura da risca central, rarefação no topo, menor volume e rabo de cavalo mais fino; diagnóstico médico é essencial.
- Antes do transplante, existem tratamentos como dutasterida e minoxidil, além de lasers e suplementos; o transplante é geralmente a última opção e depende de área doadora saudável.
Na última semana, Xuxa Meneghel celebrou um ano desde o transplante capilar e mostrou os efeitos. Em entrevista ao GShow, a apresentadora afirmou que o procedimento mudou a percepção que tinha sobre a estética do cabelo, com resultado considerado “ótimo”.
A decisão foi tomada após queda de cabelo vinculada à alopecia androgenética. A condição é comum em mulheres na transição hormonal da menopausa e tem relação com fatores genéticos. A idade típica é entre 40 e 50 anos.
Especialista consultado explicou que a menopausa não causa diretamente a alopecia, mas cria um ambiente hormonal que favorece a manifestação da predisposição já existente. A queda pode ocorrer mais rapidamente para quem utiliza reposição hormonal.
Afinamento e causas
No climatério, o estrogênio deixa de proteger os fios, abrindo espaço para a atuação da testosterona sobre os folículos. O resultado costuma ser o afinamento, que pode passar despercebido até a calvície ficar mais evidente.
O médico aponta que a percepção da queda ocorre, muitas vezes, três a quatro anos após o início, quando o couro cabeludo já se mostra mais visível. O diagnóstico precoce é fundamental para orientar o tratamento.
Além da alopecia androgenética, outras causas de queda existem, como alopecia frontal fibrosante, eflúvio telógeno, deficiência de ferritina, tireoide e deficiências de vitaminas D e B12. Cada caso demanda avaliação médica.
Tratamentos e opções
Antes do transplante, há opções para conter a queda e aumentar densidade capilar, como bloqueadores hormonais (dutasterida) e estimuladores de crescimento (minoxidil). A escolha depende de avaliação clínica criteriosa.
Outras abordagens incluem lasers, microneedling, loções específicas e suplementação de nutrientes quando identificadas deficiências. A indicação varia conforme o quadro individual de cada paciente.
Transplante capilar
O transplante é considerado última opção, quando tratamentos clínicos não surtiram efeito ou a janela de intervenção precoce foi perdida. A área doadora precisa apresentar folículos saudáveis para sustentar o procedimento.
Mesmo assim, nem toda mulher é candidata: cerca de 30% chegam ao consultório sem uma área doadora adequada, o que inviabiliza o resultado. Técnicas modernas, como a FUE, promovem recuperação mais rápida e natural.
Nem sempre é preciso raspar os cabelos; em alguns casos, é possível transplantar fios já compridos, o que representa alívio para pacientes. O alerta dos especialistas é buscar avaliação ao sinal de afinamento para decidir o melhor caminho.
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