- Estudo longitudinal com cerca de 12 mil participantes do estudo Pairfam acompanhou os dados ao longo de anos e concluiu que solteiros costumam ter bem‑estar emocional maior do que pessoas em relacionamentos ruins ou medianos.
- A qualidade da relação é o fator decisivo: relações ruins (0–3) ou moderadas (4–6) estão associadas a menor satisfação com a vida e menos emoções positivas.
- Relações boas (7–10) apresentam os maiores índices de bem‑estar, mas ficar em um romance insatisfatório gera custo psicológico maior do que a solteirice.
- Mesmo em relacionamentos, a solidão diminui, porém uniões negativas também elevam tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
- Diferenças entre os sexos: homens solteiros apresentam mais emoções negativas; mulheres solteiras relatam menos segurança na mesma condição.
O estudo questiona a ideia de que estar em um relacionamento é sempre melhor. Pesquisadores de Chipre e Israel publicaram em janeiro, na revista Personality and Individual Differences, uma análise com dados de 12 mil participantes. A pesquisa usa dados de 13 ondas do estudo alemão Pairfam.
O Pairfam acompanha indivíduos ao longo de anos, para medir bem-estar emocional e satisfação de vida. O parecer científico é que a qualidade da relação, não apenas o estado civil, determina o quanto a vida é percebida como satisfatória.
Para medir a qualidade, os pesquisadores usaram uma escala de 0 a 10. Relacionamentos ruins vão de 0 a 3; moderados, 4 a 6; bons, 7 a 10.
Qualidade da relação determina o bem-estar
Os resultados mostram que relacionamentos ruins ou moderados reduzem emoções positivas e satisfação com a vida em relação à solteirice. Confi rmam que relacionamentos bons elevam o bem-estar.
Mesmo assim, ficar sozinho costuma reduzir menos o bem-estar do que conviver com uma relação insatisfatória. A solidão permanece presente, especialmente quando o vínculo é de baixa qualidade.
Diferenças entre homens e mulheres
Homens solteiros apresentaram mais emoções negativas do que mulheres solteiras. Entre as mulheres, houve menor sensação de segurança na solidão. Pesquisadores destacam fatores culturais e históricos.
Limitações e abrangência
A amostra alemã pode limitar comparações globais. Apenas cerca de 16% estavam em relacionamentos ruins ou moderados ao longo do estudo. Autores ressaltam que não diferenciam solteirice por escolha ou dificuldade de encontrar parceiros.
Os autores concluem que mudanças no estado civil e, principalmente, na qualidade do vínculo, afetam o bem-estar emocional ao longo do tempo.
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