- O PMMA é um preenchimento estético definitivo que tem riscos graves e potencialmente irreversíveis.
- Nesta semana, uma maquiadora de 48 anos morreu após um procedimento de remodelação de glúteos e coxas com a substância.
- A médica informou ter usado cem seringas do produto; a defesa afirma que o procedimento inicial ocorreu sem intercorrências, mas não há comprovação direta da relação com o óbito.
- A Anvisa emitiu, em março, alerta sobre perigos do uso inadequado, incluindo danos sistêmicos, inflamação crônica, cálcio excessivo, pedras nos rins e possível necessidade de hemodiálise de urgência.
- Especialistas ressaltam que os riscos vão desde assimetrias até obstruções vasculares, embolia pulmonar e morte, destacando a importância de profissionais qualificados, local autorizado e produto registrado.
A aplicação de PMMA voltou a ocupar espaço na imprensa médica após a morte de uma profissional de 48 anos que havia feito preenchimento de glúteos e coxas com a substância. O caso ocorreu na recepção de um prédio, onde a paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória. A morte gerou alerta sobre os riscos de esses preenchimentos.
O PMMA é um material sintético usado em preenchimentos estéticos definitivos. A médica responsável pelo procedimento informou que foram utilizadas 100 seringas do produto. A defesa afirma que o atendimento inicial ocorreu sem intercorrências, mas a paciente passou mal horas depois no hotel onde estava hospedada.
Alerta oficial da Anvisa
A Anvisa emitiu, em março deste ano, um comunicado de segurança com warnings sobre o uso inadequado de preenchedores dérmicos. O texto destaca danos clínicos graves quando aplicados fora de indicação e em volumes excessivos, com risco de complicações sistêmicas.
Relatos indicam inflamação crônica, cálculos renais e necessidade de hemodiálise em casos severos. Profissionais de saúde destacam a possibilidade de obstrução vascular, que pode evoluir para problemas neurológicos ou visão comprometida.
Perspectiva de especialistas
Dermatologistas ressaltam a gravidade da busca estética desregrada. Entre riscos, estão assimetrias, obstrução vascular e, em situações extremas, embolia pulmonar. Caso haja passagem do produto para vasos sanguíneos, a circulação pode ser interrompida rapidamente, com risco de óbito.
A orientação médica é clara: a segurança deve preceder qualquer objetivo estético. A regulamentação exige qualificação do profissional, autorização do local e registro ativo do produto utilizado.
Conclusão institucional
Autoridades sanitárias reforçam que a prática deve seguir critérios rigorosos de segurança. O objetivo é garantir procedimentos bem sucedidos sem colocar a vida do paciente em risco.
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