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BNDES aprova R$ 87,2 milhões para restaurar Mata Atlântica na Bahia

BNDES aprova R$ 87,2 milhões para restaurar 1,3 mil hectares da Mata Atlântica no sul da Bahia, com mais de 100 espécies nativas e créditos de carbono

Projeto Muçununga será executado pela Biomas e pela Carbon2Nature Brasil, joint venture da Neoenergia com a Carbon2Nature, do grupo espanhol Iberdrola, em áreas da Veracel Celulose.
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  • O BNDES aprovou financiamento de R$ 87,2 milhões pelo Fundo Clima para o Projeto Muçununga, de restauração da Mata Atlântica no sul da Bahia.
  • Serão restaurados 1,3 mil hectares em oito municípios, com o plantio de mais de 2 milhões de mudas de árvores nativas.
  • O projeto prevê a geração de cerca de 500 mil créditos de carbono em quarenta anos e o uso de mais de cem espécies da Mata Atlântica.
  • As áreas estão distribuídas em Belmonte, Eunápolis, Guaratinga, Itagimirim, Itapebi, Mascote, Potiraguá e Santa Luzia, com o conceito de “stepping stones” para conectividade ecológica.
  • A implementação é da Biomas e da Carbon2Nature Brasil (joint venture da Neoenergia com a Carbon2Nature, do grupo Iberdrola), com ações sociais em quatorze comunidades locais.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de 87,2 milhões de reais, por meio do Fundo Clima, para restaurar a Mata Atlântica no sul da Bahia. A iniciativa, batizada de Projeto Muçununga, prevê a recuperação de 1,3 mil hectares em oito municípios da região, com o plantio de mais de 2 milhões de mudas nativas.

A ação é realizada pela Biomas e pela Carbon2Nature Brasil, uma joint venture da Neoenergia com a Carbon2Nature, ligada ao grupo espanhol Iberdrola, em áreas da Veracel Celulose. Além da restauração, o projeto pretende gerar créditos de carbono de alta integridade, estimando cerca de 500 mil créditos em 40 anos. A diversidade de espécies ultrapassa 100, prática acima da média global em restauração voltada ao carbono.

Detalhes da implantação e benefícios

As áreas contempladas ficam nos municípios de Belmonte, Eunápolis, Guaratinga, Itagimirim, Itapebi, Mascote, Potiraguá e Santa Luzia. O projeto adota o conceito de “stepping stones”, conectando fragmentos restaurados por meio de corredores ecológicos. O objetivo é facilitar o fluxo de fauna e ampliar a resiliência do ecossistema.

O Muçununga atua como elemento estratégico para a conservação de espécies ameaçadas da Mata Atlântica, como o macaco-prego-do-peito-amarelo, o mico-leão-de-cara-dourada, o muriqui-do-norte, a preguiça-de-coleira e o pau-brasil. Para o BNDES, a recuperação ajuda a enfrentar eventos climáticos extremos e melhora a qualidade de vida nas regiões atendidas.

O presidente do banco, Aloizio Mercadante, destacou a importância da restauração para a biodiversidade e o clima. O CEO da Biomas, Fabio Sakamoto, enfatizou o papel de financiamento de longo prazo para escalar iniciativas. O CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, apontou que o Fundo Clima fortalece a descarbonização e acelera o pipeline de investimentos.

Além dos impactos ambientais, o projeto prevê ações sociais em 14 comunidades locais, com foco na geração de renda, melhoria de infraestrutura e fortalecimento comunitário.

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