- O Conselho Federal de Medicina proibiu o uso de PMMA para fins estéticos ou reparadores no Brasil; há exceção para lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, realizada em unidades do SUS e conforme diretrizes do Ministério da Saúde.
- A resolução será publicada na terça-feira, 2 de junho, e haverá entrevista coletiva na segunda-feira, 1º de junho, com o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e a relatora Graziela Bonin.
- A Anvisa já estabelecia que a dosagem deve ser a estritamente necessária e que o procedimento seja feito apenas por médicos treinados, com indicações de locais do corpo e concentração da substância.
- Casos de morte relacionados ao PMMA já foram registrados no Brasil, incluindo uma mulher que morreu em São Paulo após procedimento envolvendo glúteos e coxas.
- A Substância pode causar reações de curto e longo prazo, como edemas, inflamação, alergias e granulomas, além de riscos de necrose e infecção se o uso for inadequado.
O Conselho Federal de Medicina proibiu o uso do PMMA para fins estéticos ou reparadores no Brasil. A medida, anunciada nesta sexta-feira, 29, passa a valer com a publicação da resolução, prevista para terça-feira, 2 de junho. A exceção fica para o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV, realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS e conforme diretrizes do Ministério da Saúde.
A proibição envolve o PMMA, utilizado como substância preenchedora em camadas superficiais da pele. A Anvisa já orientava pela necessidade de dosagens estritamente proporcionais à correção e de profissionais médicos treinados para procedimentos de preenchimento subcutâneo, devido ao alto risco associado à substância.
Segundo o CFM, a resolução será publicada na próxima terça, 2 de junho; na segunda, 1º de junho, haverá entrevista coletiva com o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e a relatora Graziela Bonin.
Riscos e histórico de casos
A aplicação de PMMA pode provocar reações de curto prazo, como edema, inflamação, alergias e granulomas, além de complicações que podem surgir anos depois. Casos graves já resultaram em óbito, elevando cautela entre profissionais.
Na última terça-feira, 26, uma mulher morreu em São Paulo após preenchimento nos glúteos e coxas feito no dia anterior. Outras mortes associadas ao PMMA já foram registradas no Brasil, entre elas a da influenciadora Aline Maria Ferreira da Silva, em 2024, aos 33 anos.
Profissionais da área alertam que o PMMA, em forma de microesferas, exige tamanho adequado para evitar rejeição ou inflamação crônica. A remoção pode exigir cirurgia que envolve tecido, com possibilidades de sequelas permanentes.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia aponta riscos de infecções e de necrose quando vasos sanguíneos são comprimidos pelo material. A prática incorreta pode levar a complicações graves e irreversíveis.
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