- Longevitar, clínica de longevidade criada em São Paulo, aposta em medicina preventiva com integração de nutrição, endocrinologia e saúde mental.
- Operando em soft opening desde outubro de 2025, a empresa projeta faturar R$ 20 milhões em 2026; já investiu R$ 12 milhões, com mais R$ 8 milhões previstos para expansão.
- O modelo funciona em três níveis: melhoria de estilo de vida; exames preventivos e de precisão; terapias regenerativas e tecnologias avançadas.
- Plano de expansão inclui abertura de unidade em Miami em 2027 e criação de frente educacional, com pós-graduação em longevidade e medicina regenerativa prevista para 2027.
- Crescimento, no entanto, se dá por meio de conteúdo e autoridade médica, priorizando público de alta renda e evitando campanhas agressivas.
A Longevitar é uma clínica de longevidade criada em São Paulo que reúne nutrição, endocrinologia, saúde mental e medicina regenerativa com foco em prevenção e envelhecimento saudável. A operação teve início em soft opening em outubro de 2025 e mira faturar R$ 20 milhões em 2026. Sócios já investiram R$ 12 milhões, com mais R$ 8 milhões previstos para expansão de estrutura e tecnologias.
A empresa funciona com base em medicina preventiva, promovendo hábitos saudáveis, exames prévios e terapias regenerativas. O objetivo é ampliar a qualidade de vida ao longo do envelhecimento, combinando medicamentos, tecnologias aprovadas e tratamento personalizado. O fundador é Pedro Grzywacz, que atua também como CEO da BM Partners.
A parceria com o médico Gabriel Azevedo consolidou o modelo de medicina 3.0, orientado a antecipar riscos antes do surgimento de doenças. A clínica estrutura-se em três níveis: estilo de vida e bem‑estar; exames preventivos de precisão; e terapias regenerativas com tecnologias avançadas.
O modelo de atuação
O primeiro nível envolve atividade física, alimentação, sono e saúde mental. Segundo profissionais, melhorias nesses aspectos podem acrescentar anos de vida. O segundo nível foca em exames genéticos, metabólicos e avaliação de risco para cânceres, Alzheimer e Parkinson, buscando detecção precoce. O terceiro nível reúne terapias regenerativas, com derivados do próprio organismo do paciente.
Além disso, a Longevitar mantém uma área de estética regenerativa que complementa a proposta de longevidade. A avaliação de qualidade de vida considera não apenas números de saúde, mas a percepção de envelhecer com funcionalidade.
Desafios e abordagem
Os sócios destacam que a principal dificuldade é a mudança de mentalidade dos pacientes. Muitos chegam buscando soluções rápidas para problemas específicos, enquanto a clínica propõe alterações estruturais de hábitos. O conceito de preparo do solo envolve corrigir inflamação, sono e condicionamento físico antes de intervenções mais sofisticadas.
A estratégia de divulgação enfatiza conteúdo técnico, palestras, eventos e construção de autoridade médica, em vez de campanhas agressivas. O público-alvo é de alta renda, com maior disponibilidade para acompanhar programas de longo prazo.
Educação médica e expansão internacional
A Longevitar planeja ampliar atuação no ensino médico, com uma pós‑graduação em longevidade e medicina regenerativa prevista para 2027, aproveitando a experiência de Azevedo na área. A proposta é formar profissionais com foco em prevenção e terapias avançadas.
A expansão internacional já está em negociação, com Miami como foco inicial para 2027. Investidores locais da área da saúde devem integrar a operação. A empresa pretende, antes disso, consolidar a estrutura brasileira e concluir os investimentos adicionais planejados, mantendo a estratégia de crescimento por meio de novas unidades no Brasil.
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