- A ferramenta Polaris, criada pela designer israelense Zohar Shalev, explica o tratamento da leucemia em linguagem infantil e já está presente em 230 centros de oncologia de 30 países, com 41 unidades no Brasil.
- No Brasil, o país passou a ser o maior usuário do Polaris, adotando-o em 41 unidades de saúde em 19 estados.
- Em São Paulo, na Beneficência Portuguesa, a menina Clara, de 3 anos, recebeu diagnóstico de leucemia após a família ir a tempo buscar atendimento; no dia seguinte, ela precisou de transfusão de sangue.
- O Polaris funciona como linha do tempo do tratamento, com a personagem Lilly guiando crianças pelas fases indução, consolidação, intensificação (reindução) e manutenção, sempre em linguagem simples.
- O uso da ferramenta pelo SUS auxilia a adesão ao tratamento e a compreensão de medicações e cuidados, principalmente em famílias com menor acesso à informação.
O Polaris, ferramenta educativa criada para explicar o tratamento de leucemia em linguagem infantil, chegou ao Brasil em dezembro e já é amplamente utilizado. Desenvolvida pela designer israelense Zohar Shalev, a iniciativa ganhou adesão em 41 unidades de saúde no país, incluindo 19 estados.
A família de Clara, 3 anos, foi pioneira na presença da ferramenta no Brasil, em Londrina, e depois em São Paulo. Desiré Souza Filizola e Juliano Sá Gonçalves relatam diagnóstico da filha e a necessidade de compreender o tratamento, que envolve diversas fases.
Origens e funcionamento
Zohar criou o Polaris observando a própria filha passar pelo tratamento. A ideia ganhou forma com desenhos e textos simples para cada etapa, que vão da indução à manutenção. Lilly, a personagem, acompanha crianças em fases distintas da leucemia.
Expansão e uso no Brasil
O Polaris foi apresentado ao Schneider Children’s Medical Centre, em Israel, antes de chegar ao Brasil. Hoje, o projeto está presente em 230 centros de 30 países e, no Brasil, atinge 19 estados com uso em 41 hospitais.
Impacto no dia a dia das famílias
Desiré destaca que o Polaris facilita a compreensão de medicações, higiene e organização da rotina. Pais relatam que a ferramenta ajuda a planejar trabalho, casa e cuidados durante o tratamento.
Perspectivas técnicas e institucionais
Médico responsável pela incorporação no hospital paulistano afirma que a linguagem acessível reduz dúvidas técnicas. No SUS, a ferramenta pode melhorar adesão ao tratamento em populações com menor acesso à informação.
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