- Fotojornalista brasileiro Fernando Faciole ganhou a categoria “Humanity vs Nature” do Environmental Photography Award 2026, recebendo o prêmio das mãos do príncipe Albert II de Mônaco, em 28 de maio.
- O projeto registra a incineração de barbatanas de tubarões apreendidas em operações do Ibama no Aeroporto Internacional de Guarulhos, mostrando a exploração marinha.
- A imagem evidencia prática do tráfico de fauna: exportação fraudulenta de barbatanas de tubarões-azuis sob o rótulo de tubarão migratório.
- Em março de 2026, o Ibama proibiu a exportação de barbatanas e passou a exigir que o tubarão-azul seja comercializado apenas com o corpo íntegro, fortalecendo a fiscalização.
- O Environmental Photography Award foi criado em 2021 pela Fundação príncipe Albert II de Mônaco para promover conscientização ambiental e ampliar o alcance dos trabalhos premiados.
O fotojornalista brasileiro Fernando Facioli venceu a categoria Humanity vs Nature do Environmental Photography Award 2026. A premiação ocorreu na quinta-feira, 28 de maio, com a entrega feita pelo príncipe Albert II de Mônaco.
A foto, produzida em parceria com o Ibama, registra a incineração de barbatanas de tubarões apreendidas em operações de fiscalização no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A imagem aponta a transformação do material apreendido em símbolo da exploração marinha.
Segundo Facioli, a fotografia de conservação torna presente um problema que muitas vezes parece distante, ao mostrar o sofrimento associado ao tráfico de fauna e à falha na proteção dos oceanos. A cena spotlighta a prática de exportação fraudulenta de barbatanas sob o rótulo de tubarão-azul.
A obra ressalta uma tática comum do tráfico: a venda internacional de barbatanas de espécies ameaçadas, com foco na espécie migratória tubarão-azul. O conjunto de elementos busca provocar reflexão sobre a origem e o destino desse material.
Reforço normativo
As novas normas do Ibama, anunciadas em março de 2026, proíbem a exportação de barbatanas e exigem que o tubarão-azul seja comercializado apenas com o corpo íntegro. A medida facilita a fiscalização ao impedir o desembarque de barbatanas separadas.
O fotógrafo comenta que presenciar a cena foi impactante: barbatanas queimadas em vez de estarem nos oceanos com animais vivos. A imagem carrega a história de sofrimento, comércio ilegal e falhas na proteção ambiental.
Sobre o prêmio
O Environmental Photography Award, criado pela Prince Albert II of Monaco Foundation em 2021, premia trabalhos que promovem a conscientização ambiental e amplia a visibilidade das obras por meio de exposições internacionais.
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