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Juice jacking: o que é e como funciona a ameaça das portas USB

Juice jacking usa portas USB públicas para roubar dados ou instalar malware; alertas indicam evitar recargas em locais públicos e usar bloqueadores de dados

Estações de carregamento USB modificadas podem roubar dados assim que o dispositivo é conectado (Imagem: Mike Winkler/Unsplash)
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  • Juice jacking é a ameaça que usa portas USB públicas para roubar dados ou instalar malware em dispositivos.
  • As portas parecem apenas para recarga, mas podem transferir dados sem o consentimento da vítima quando conectadas.
  • Os riscos incluem roubo de dados, golpes financeiros, malware e ransomware, além de possível uso de credenciais.
  • Para se proteger: evitar recarregar em estações públicas, usar cabos apenas de energia, carregar com power bank ou adaptadores bloqueadores de dados, e manter o software atualizado.
  • Se suspeitar de juice jacking, desconecte o cabo, desative conexões Bluetooth e dados, e realize varredura de proteção; iPhones costumam ser mais seguros que Android nesse cenário, embora não immunes.

Juice jacking é uma ameaça cibernética que usa portas USB públicas para roubar dados ou instalar malware em dispositivos como smartphones e tablets. A prática ocorre quando estas estações parecem apenas para recargar, mas interceptam transferências de dados sem consentimento. O objetivo é coletar informações ou comprometer o aparelho.

Portas USB públicas são modificadas para ligar a dispositivos com capacidade de extrair dados ou injetar software malicioso assim que o cabo é conectado. Vítimas podem acreditar estar apenas carregando o celular e não perceber o vazamento de informações. A ameaça ocorre em locais de alto fluxo.

Essa condução ocorre principalmente em pontos de recarga com aparência comum. Cabos conectados também podem transferir dados além da energia. Em alguns casos, o usuário concede permissões de transferência sem entender o que está autorizando.

O que é juice jacking?

Juice jacking descreve o sequestro de dados por meio de uma porta USB komprometedora. Não envolve apenas a energia; o objetivo é obter informações armazenadas no dispositivo da vítima.

Como funciona

Cibercriminosos alteram portas de carregamento públicas para que, ao conectar o celular, ocorram transferências de dados ou instalação de malware. Locais com grande circulação de pessoas costumam abrigar esse tipo de estação.

Quais são os riscos

Além do roubo de dados, podem ocorrer ataques de ransomware ou uso de credenciais para invasões em serviços. Dados pessoais podem ser explorados para golpes financeiros ou acesso a sistemas.

Como se proteger

Priorizem evitar recarregar em estações públicas. Se necessário, use apenas a função de carregamento ou cabos limitados a energia. Carregadores portáteis reduzem exposição. Atualizem o software e usem adaptadores que bloqueiam dados.

O que fazer ao suspeitar

Desconecte o cabo imediatamente, desative conexões como Wi‑Fi, dados móveis, Bluetooth. Realize varredura com software de proteção e, se houver dúvida, altere senhas importantes.

Celulares iPhone são mais seguros que Android?

Em geral, smartphones Android expõem mais permissões em conexões USB, especialmente com modo de depuração. iPhones costumam apresentar menos permissões e alertam sobre novos dispositivos conectados. Ainda assim, nenhum dispositivo está imune.

Diferença entre juice jacking e Man-in-the-Middle

Juice jacking depende de conexão física via USB para roubo de dados. Man-in-the-Middle é realizado remotamente, interceptando transmissões por redes públicas falsas, sem contato físico.

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