- A Organização Meteorológica Mundial prevê 75% de probabilidade de temperaturas acima de 1,5°C respecto aos níveis pré‑industriais até 2030.
- Há 86% de chance de o recorde de ano mais quente da história, atualmente de 2024, ser superado até 2030.
- A projeção aponta que entre 2026 e 2030 a temperatura média global ficará entre 1,3°C e 1,9°C acima da média de 1850 a 1900.
- Existe 91% de probabilidade de pelo menos um dos próximos cinco anos ultrapassar temporariamente o patamar de 1,5°C.
- O relatório também destaca impactos econômicos: ondas de calor podem reduzir o crescimento europeu entre 2026 e 2030 em até 5% a 7%, com perdas acima de US$ 240 bilhões na França e valores elevados em Itália, Alemanha e Espanha.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) projeta aquecimento global contínuo entre 2026 e 2030, com 75% de probabilidade de temperatura média acima de 1,5°C em relação ao período pré-industrial. A estimativa acompanha uma onda de calor recente na Europa.
O relatório, elaborado com dados de 13 centros climáticos internacionais, aponta ainda 86% de chance de superar o recorde de ano mais quente até 2030. Entre 2015 e 2025, as temperaturas permaneceram no patamar superior histórico.
Para especialistas, o aumento se deve ao aquecimento global por emissões de gases de efeito estufa e à possível recaída do fenômeno El Niño, com retorno previsto para o fim de 2026, elevando as chances de novos recordes em 2027.
El Niño e calor global
El Niño envolve o aquecimento das águas no Pacífico equatorial e tende a intensificar secas, ondas de calor e eventos extremos. O episódio entre 2023 e 2024 contribuiu para recordes de temperatura mundial.
Entre 2026 e 2030, a temperatura média global deve ficar entre 1,3°C e 1,9°C acima da média de 1850-1900. Há 91% de probabilidade de pelo menos um ano superar temporariamente 1,5°C. Ação internacional, no entanto, considera médias de longo prazo.
O Ártico deve registrar aquecimento acentuado, com invernos cerca de 2,8°C acima da média recente. A cobertura de gelo também tende a diminuir em regiões específicas.
Perspectivas e impactos
Especialista aponta que a resposta a mudanças climáticas é mais lenta que o ritmo do aquecimento, o que preocupa setores como energia, agricultura e saúde. Metas do Acordo de Paris podem não ser alcançadas, segundo avaliações de especialistas.
Na prática, a Europa enfrenta ondas de calor sem precedentes neste maio. Itália, França, Portugal, Espanha e Reino Unido registraram altas temperaturas, com alerta vermelho em várias cidades italianas e recordes regionais em Portugal e França.
Eficiência econômica e custos
Estudos indicam impactos econômicos significativos. A Allianz Trade estima queda de 5% a 7% no crescimento de países europeus entre 2026 e 2030, com perdas de até US$ 240 bilhões na França e bilhões em Itália, Alemanha e Espanha.
A relação entre calor extremo e produtividade é citada como risco estrutural, elevando custos com energia, consumo e inflação. A organização ressalta que autoridades devem considerar estratégias de adaptação para reduzir danos.
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