- Estudo publicado na Science sugere que células imunes no fígado de pombos ajudam a detectar o campo magnético da Terra para a orientação durante o voo.
- Ao remover essas células, as aves tiveram dificuldade para retornar ao destino, indicando que elas atuam como um “GPS natural”.
- Os pesquisadores afirmam que as células ricas em ferro ficam perto de fibras nervosas, o que permitiria transmitir informações magnéticas ao cérebro.
- O efeito foi mais evidente em dias nublados; em céus abertos, os pombos ainda utilizavam o Sol como referência.
- especialistas ressaltam que são necessárias mais evidências para confirmar o mecanismo, sugerindo que diferentes sistemas de navegação podem atuar conforme a situação.
Cientistas propõem que o fígado dos pombos funcione como parte de um “GPS natural” ao detectar o campo magnético da Terra, ajudando na orientação durante o voo. O estudo, publicado na revista Science, aponta que células imunológicas no órgão armazenam ferro e respondem aos sinais magnéticos.
A pesquisa questiona as hipóteses tradicionais sobre sensores magnéticos em aves, que até então envolviam olhos, bicos ou ouvido interno. Em testes, quando essas células ricas em ferro foram removidas temporariamente, as aves tiveram dificuldade para retornar ao ponto de origem. O efeito foi mais evidente em dias nublados, enquanto sob céu claro o Sol ainda servia como referência.
O que foi descoberto
Células imunes especializadas em armazenar ferro, ligadas a fibras nervosas, parecem transmitir informações magnéticas ao cérebro. Segundo os autores, isso sugere um caminho de navegação suplementar aos sistemas já propostos para as aves.
Implicações e perspectivas
Especialistas afirmam que mais evidências são necessárias para confirmar o papel exato dessas células. Pesquisas anteriores já indicavam possíveis locais de detecção magnética, inclusive em bico e baço. Os autores sugerem que diferentes espécies podem combinar vários mecanismos conforme a situação.
Impacto e próximas etapas
Os pesquisadores esperam investigar se outros animais, como aves migratórias e roedores, utilizam mecanismos semelhantes. A descoberta não define uma única explicação para o “mistério magnético” das aves, mas reforça a ideia de múltiplos sistemas de navegação.
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