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Teste genômico inovador pode poupar milhões de pacientes com câncer de mama

Teste genômico Optima pode evitar quimioterapia em pacientes com câncer de mama, mantendo resultados quase idênticos em estudo internacional com mais de quatro mil pacientes

Researchers say the findings could reshape treatment for many patients with hormone-positive breast cancer.
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  • O estudo Optima testou o Prosigna, um teste genômico da Veracyte, em mais de quatro mil pacientes com câncer de mama hormônio‑positivo para decidir se é necessário quimioterapia.
  • Participaram do trial pacientes com idade a partir de 40 anos, em vários países, com tumores que expressavam hormônios.
  • Em quem teve pontuação baixa no teste, o tratamento pôde ser apenas com terapia hormonal, sem quimioterapia, mantendo desfechos próximos aos que usaram quimioterapia.
  • Cinco anos após o tratamento, 95% das pacientes que receberam quimioterapia mais terapia hormonal estavam vivas e sem recidiva, vs 94% entre as que evitaram quimioterapia.
  • A pesquisa indica que muitos pacientes podem evitar quimioterapia sem comprometer o resultado, contribuindo para decisões de tratamento mais personalizadas e eficientes para os sistemas de saúde.

O estudo internacional Optima aponta que milhões de pacientes com câncer de mama podem evitar quimioterapia sem comprometer os resultados. A pesquisa avalia a possibilidade de usar apenas terapia hormonal para quem apresenta pontuação baixa no teste genômico Prosigna.

Conduzido pela University College London, o ensaio acompanhou 4.429 pacientes com câncer de mama com receptor hormonal positivo. O objetivo foi verificar se a decisão guiada por biologia tumoral reduzida a quimioterapia seria segura a longo prazo.

Os dados foram apresentados na reunião anual da American Society of Clinical Oncology, em Chicago, como parte de um conjunto de evidências para guiar guidelines de tratamento. O anúncio reforça a personalização do cuidado.

Participaram Centro de Portugal, Reino Unido, Noruega, Suécia, Austrália, Nova Zelândia e Tailândia, com financiamento do NIHR, Veracyte e entidades de caridade ligadas ao câncer. Não houve conclusão sobre homens devido ao recorte de amostra.

A análise usa o teste Prosigna, da Veracyte, que avalia 50 genes para definir o subtipo molecular e o risco de recidiva em até dez anos. Esse resultado orienta a decisão sobre a necessidade de quimioterapia.

No grupo com pontuação alta, pacientes receberam quimioterapia seguida de terapia hormonal. Já o grupo com pontuação baixa foi tratado apenas com terapia hormonal, com radioterapia quando indicada.

A diferença de sobrevivência em cinco anos entre os dois grupos foi mínima: 95% vivos sem recidiva entre os que receberam quimioterapia, 94% entre os que não receberam. Esses dados sustentam a segurança de reduzir quimioterapia.

Professores Rob Stein, líder do estudo na UCL, e Iain MacPherson, da University of Glasgow, destacaram que a abordagem baseada na biologia tumoral pode evitar toxicidades sem piorar resultados.

Segundo os pesquisadores, a Optima reforça a necessidade de decisões personalizadas e pode tornar o uso de recursos mais eficiente, impactando pacientes e sistemas de saúde.

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