- O artista da vida selvagem Robert E. Fuller, que cria caixas-ninho com câmeras na Inglaterra, está prestes a atingir um milhão de assinantes globais no YouTube, com média de 2,8 milhões de visualizações por mês.
- Fuller começou a colocar câmeras para ver o que acontecia dentro dos ninhos, após construir caixas a partir de árvores caídas na região de Yorkshire Wolds.
- Durante a pandemia de Covid-19, o canal ganhou impulso quando um bar holandês transmitiu ao vivo um ninho de coruja-do-mato, atraindo espectadores da China, Coreia do Sul, Índia, EUA e Europa.
- Entre os vídeos mais vistos estão o nascimento de uma coruja-jovem com 27,7 milhões de visualizações e o combate de um casal de falcões para proteger o ninho, com 16,6 milhões de visualizações.
- Fuller diz que a renda de anúncios é modesta e cobre principalmente custos de equipe e equipamentos; ele também expressa preocupações sobre conteúdo gerado por IA e como isso afeta o YouTube.
Robert E Fuller, artista de vida selvagem, transformou caixas-ninho em conteúdo audiovisual ao vivo no YouTube. O canal dele, que registra os ninhos de corujas, falcões e martinhos, está próximo de alcançar 1 milhão de inscritos e recebe cerca de 2,8 milhões de visualizações mensais.
Fuller instalou as caixas na Yorkshire Wolds, no norte da Inglaterra, para fotografar e filmar de dentro. A ideia nasceu na infância, ao acompanhar o pai montando caixas em árvores caídas. A curiosidade era ver o que acontecia dentro das estruturas.
Atração global nasceu quando decidiu transmitir as imagens ao vivo. O público se manteve fiel mesmo sem expectativas iniciais, especialmente durante o lockdown, quando a demanda por conteúdos de natureza aumentou. Estudos de caso mostraram audiência de várias regiões.
Alcance e destaques
Datas de nascimento, voo dos filhotes e primeiros paços de namoro viraram itens populares. Alguns momentos surgem ao vivo, como encontros entre aves, que lembram o comportamento de adolescentes. Observações bem-humoradas sobre o comportamento dos pombos também aparecem.
Entre os vídeos mais vistos estão a reação de uma jovem coruja-buraqueira a uma tempestade, com 27,7 milhões de visualizações, e o embate entre uma dupla de alcateas para defender o ninho, com 16,6 milhões. A produção soma milhares de horas de filmagem ao longo do ano.
Fuller recebeu visibilidade na BBC Springwatch, ampliando o alcance do conteúdo. Ainda assim, ele afirma que a maior parte da renda vem de sua arte, com os custos de filmagem e equipamentos financiados pelo negócio criativo. A publicidade no canal cobre apenas parte dos custos com equipes.
O artista ressalta que o YouTube permite apresentar a fauna britânica a um público global, mas expressa preocupações com ferramentas de IA. Questiona o uso de conteúdo gerado por IA, que pode distorcer o que ele produz com tanto esforço.
A equipe de comunicação da YouTube destacou que nem todo conteúdo produzido com IA é de baixa qualidade e que a plataforma atua para reduzir clickbait e spam. Fuller, por sua vez, enfatiza a dedicação de mais de 100 horas semanais dedicadas à filmagem ao longo do ano.
Fuller descreve mudanças pessoais provocadas pela exposição pública gradual. Ele reconhece o impacto positivo de mensagens de espectadores durante a pandemia, bem como a motivação de continuar estudando a vida selvagem em áreas remotas.
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