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Big techs apostam em óculos inteligentes como substitutos do celular

Meta, Google e Samsung aceleram a corrida pelos óculos inteligentes, possíveis substitutos dos smartphones, com lançamentos previstos e disputa de liderança

Zuckerberg, da Meta: “Os óculos serão o principal dispositivo computacional da era da inteligência artificial” (David Paul Morris/Bloomberg/Getty Images)
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  • Grandes empresas, como Meta, Google e Samsung, disputam liderança na corrida dos óculos inteligentes, vistos como possível substituto do celular na era da IA.
  • O Google lançou uma nova geração de óculos com Android XR e Gemini, em parceria com a Samsung, buscando enfrentar a Meta; o lançamento nos EUA deve ocorrer ainda neste ano.
  • A Meta lidera o mercado com óculos da linha Ray-Ban e Oakley, já com IA integrada; no Brasil, modelos Ray-Ban de segunda geração e Oakley HSTN e Vanguard variam entre 3 mil e 4 mil reais.
  • Xiaomi já mostrou os AI Glasses, com câmera e recursos de IA; TCL também atua com o RayNeo X3 Pro, que custa cerca de 6.300 reais.
  • Em 2025 foram vendidos cerca de 8,7 milhões de óculos inteligentes no mundo; a Qualcomm domina 95% dos processadores usados nesses dispositivos.

Meta, Google e Samsung ampliam a aposta em óculos inteligentes para substituir o celular, em especial na era da inteligência artificial. O objetivo é transformar o acessório em o próximo grande dispositivo, com foco em integrações de IA e uso cotidiano.

A corrida envolve também TCL, Xiaomi e outras fabricantes. O mercado acompanha uma mudança de paradigma: de dispositivos móveis para wearables que se conectam ao ambiente e à IA em tempo real.

Durante anos, o Google Glass foi pioneiro, mas teve limitações técnicas e preocupações de privacidade. O retorno ocorre com dispositivos mais discretos, integrados ao Android XR e aoGemini, a plataforma de IA, em parceria com a Samsung.

Ações e parcerias

O Google apresentou, em maio, óculos com IA avançada capazes de interpretar o entorno, traduzir conversas e resumir mensagens sem tirar o olhar do ambiente. A Samsung participa do desenvolvimento, visando chegar ao mercado americano ainda neste ano, inicialmente em versão limitada.

A Meta, por meio da marca Ray-Ban e Oakley, aposta na combinação de tecnologia e design. O Ray-Ban Stories, lançado em 2021, ganhou IA incorporada em 2023, tornando os óculos assistentes digitais vestíveis com comandos de voz e tradução em tempo real.

Mercado e modelos

No Brasil, modelos como Meta Ray-Ban de segunda geração e Meta Oakley HSTN e Vanguard aparecem entre 3.000 e 4.000 reais. O Ray-Ban Display, com tela nas lentes, integra uma pulseira neural para interações avançadas, indicado como inovação de 2025.

A Xiaomi lançou os AI Glasses com câmera, assistente de IA e recursos baseados em IA. Esses dispositivos já circulam internacionalmente via importação, mesmo sem venda oficial em vários países.

Outros players e cenários

A TCL também atua com o modelo RayNeo X3 Pro, que utiliza telas micro-Oled para efeitos 3D diante dos olhos e custa cerca de 6.300 reais. A empresa avalia o mercado brasileiro para lançar oficialmente o produto no país.

Por trás das principais marcas está a Qualcomm, fornecedora de processadores para a maioria dos óculos. A empresa detém boa parte do mercado de chips, o que assegura base técnica para as novas gerações.

Por que o movimento ocorre

Óculos inteligentes permitem IA operando no campo de visão do usuário, com acesso constante ao que está sendo visto e ouvido. A fórmula é ampliar a presença da IA na vida diária, sem precisar consultar um dispositivo móvel.

Obstáculos comuns persistem, como preço, limitações técnicas e privacidade. Mesmo assim, o interesse das grandes empresas indica que o segmento pode se tornar o novo eixo da computação pessoal.

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