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Coceira persistente e cansaço revelam câncer raro em jovem de 31 anos

Coceira e cansaço de jovem britânica de 31 anos revelaram colangite esclerosante primária e, meses depois, colangiocarcinoma; o marido concordou em doar parte do fígado

Coceira persistente - Reprodução/Instagram
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  • Aos 31 anos, Flo Moffat-Charles apresentou fadiga persistente e coceira que levaram a avaliação médica no fim de 2023.
  • Diagnosticação inicial: colangite esclerosante primária (PSC), doença rara que afeta as vias biliares e pode evoluir para danos no fígado.
  • Durante o acompanhamento, houve confirmação de colangiocarcinoma, um câncer originado nos ductos biliares, comummente difícil de detectar em estágios iniciais.
  • Apesar de tratamento com quimioterapia e imunoterapia, Flo não foi aprovada para transplante de fígado no Reino Unido, levando a buscar opções no exterior.
  • Uma equipe na Turquia propôs transplante intervivos, em que o marido de Flo doaria parte do fígado; ele já passou pelos exames de compatibilidade para essa possibilidade.

Flo Moffat-Charles, britânica de 31 anos, teve sinais comuns que ocultaram uma doença grave. O caso começou com cansaço persistente e coceira sem explicação, no fim de 2023, que a levou a buscar avaliação médica.

Os médicos identificaram colangite esclerosante primária (PSC), doença que afeta as vias biliares do fígado. Com o tempo, a PSC pode provocar dano hepático e aumentar o risco de tumores nessas vias, dificultando o diagnóstico precoce devido aos sintomas discretos.

Em seguida, surgiu o diagnóstico de colangiocarcinoma, câncer raro nos ductos biliares. O tratamento inicial incluiu quimioterapia e imunoterapia, mas o quadro é difícil e, para muitos pacientes, o transplante é a única chance de cura.

A busca por alternativas

A fluência entre opções levou Flo a não se encaixar nos critérios de transplante no Reino Unido, segundo a imprensa britânica. Em busca de redes de apoio, o casal passou a explorar possibilidades internacionais.

Uma equipe médica na Turquia avaliou o transplante intervivos como viável, com o marido de Flo, Josh, oferecendo parte de seu fígado. A operação depende da compatibilidade e da capacidade de regeneração de ambos os tecidos.

O fígado tem a capacidade de regeneração, o que permite que tanto a parte transplantada quanto a doadora recuperem grande parte do volume após a cirurgia. A decisão envolveu exames para confirmar a viabilidade da doação.

Hoje, Flo permanece em tratamento enquanto aguarda os próximos passos da cirurgia. O casal continua buscando a possibilidade de realizar o procedimento na Turquia, buscando ampliar as chances de resposta ao câncer.

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