- A carcaça da baleia‑jubarte Timmy foi puxada até uma praia da Dinamarca neste sábado e retirada das águas rasas.
- Timmy foi encontrada morta em 14 de maio, encalhada perto da ilha de Anholt, e ficou à deriva por cerca de duas semanas.
- Na quinta-feira seguinte, a baleia passará por autópsia de seis horas para determinar a causa da morte, informou a Agência Dinamarquesa da Natureza.
- O exame buscará sinais de equipamentos de pesca ou plástico no sistema digestivo e avaliará se a baleia poderia ter sido salva, segundo especialistas.
- A operação de transporte por barcaça gerou controvérsia; autoridades alemãs autorizaram o procedimento, enquanto moradores e especialistas criticaram a intervenção.
A carcaça da baleia‑jubarte Timmy foi arrastada neste sábado para proximidades de uma praia na Dinamarca, onde autoridades a retiraram das águas rasas. O objetivo é realizar uma autópsia para apurar as causas da morte.
O exame, que terá duração de cerca de seis horas, será conduzido pela Agência Dinamarquesa da Natureza na tentativa de esclarecer se houve fatores que pudessem ter potencialmente evitado o óbito. O resultado deve indicar a real condição do animal.
Timmy ficou encalhada perto da ilha de Anholt e ficou por cerca de duas semanas à deriva antes de ser recolhida. A carcaça permanece sob monitoramento pela fragilidade causada pela decomposição.
Autópsia e objetivos
A análise buscará identificar sinais de pesca acidental ou resíduos plásticos no sistema digestivo. Esses fatores já foram associados a mortes de jubartes em águas dinamarquesas nos últimos anos.
Pesquisadores ressaltam que o principal objetivo é esclarecer a causa da morte. A confirmação pode indicar se a baleia poderia ter sido salva sob outras circunstâncias.
O estudo também revisará a condição de Timmy antes do óbito, com informações que ajudam a entender se a operação de resgate contribuiu para o desfecho. Técnicos envolvidos atuam há décadas no tema.
Controvérsias sobre o transporte
A transportação da baleia em barcaça, necessária porque Timmy não conseguia percorrer o trajeto sozinha, é alvo de críticas de especialistas. Questões sobre estresse adicional e o risco de afogamento foram apontadas antes da operação.
Relatos indicam que a manobra de liberação, com uso de cordas na nadadeira caudal, gerou controvérsia entre especialistas e moradores locais. Avalia‑se se a abordagem poderia ter sido evitada ou executada de outra forma.
A atuação de autoridades alemãs para autorizar o transporte, apesar de avisos de especialistas, gerou debate sobre responsabilidade e práticas de resgate de baleias em situação de vulnerabilidade. A população da ilha de Anholt, com cerca de 150 habitantes, expressou descontentamento com a presença da carcaça na praia.
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