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Mata Atlântica registra recorde de fauna com queda de 29% no desmatamento

Monitora Bio SP registra mais de 166 mil avistamentos de fauna em unidades de conservação conectadas por corredores ecológicos, após queda de 29% no desmatamento

Flagrada mais de 700 vezes nas áreas monitoradas de São Paulo, a onça-pintada é uma das espécies cuja presença na Mata Atlântica é considerada rara (Kim Schandorff/Getty Images)
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  • Monitora Bio SP identificou mais de 166 mil registros de animais silvestres em unidades de conservação conectadas por corredores ecológicos em São Paulo, entre 2023 e 2026.
  • Desmatamento caiu 29% entre 2024 e 2025, saindo de 49 para 35 hectares desmatados; manguezais e restingas tiveram perda zerada.
  • Muriqui-do-sul teve 1.340 indivíduos monitorados e 253 avistamentos entre 2023 e 2026, nas regiões do Vale do Ribeira e Serra do Mar.
  • Onça-pintada, que já soma mais de 700 registros, é uma espécie rara na Mata Atlântica e depende de grandes áreas contínuas de floresta.
  • Entre as demais espécies monitoradas estão queixadas, antas, lobo-guará, cervo-do pantanal e mico-leões, com 43 mil registros de mamíferos e 74 mil de animais na Mata Atlântica paulista.

A Mata Atlântica paulista registra avanço: queda do desmatamento e recorde de fauna em unidades de conservação ligadas por corredores ecológicos. Dados da Fundação Florestal, ligado à Semil, mostram 166 mil registros de animais monitorados.

O Monitora Bio SP, plataforma do governo, confirma mais de 166 mil ocorrências de fauna em 2023-2026. O Atlas da Mata Atlântica indica queda de 29% na supressão de vegetação entre 2024 e 2025, passando de 49 para 35 hectares desmatados.

A redução ambiental é acompanhada por presença persistente de espécies-chave, como onça-pintada, muriqui-do-sul, antas e queixadas, em áreas conectadas por corredores ecológicos.

Recorde de fauna histórica

Entre 2023 e 2026, o muriqui-do-sul teve 1.340 indivíduos monitorados e 253 avistamentos no Vale do Ribeira e Serra do Mar. A onça-pintada registrou mais de 700 ocorrências nas áreas monitoradas.

As queixadas cresceram de 4,4 mil para 16 mil registros (264%), e as antas superaram 14 mil ocorrências no mesmo intervalo. Outros felinos também aparecem na lista de monitorados.

No recorte paulista, o Monitora Bio SP contabilizou mais de 43 mil registros de mamíferos e mais de 74 mil de animais individualmente.

fatores explicativos

Corredores ecológicos mantidos pelas unidades de conservação permitem o fluxo de animais, encontros reprodutivos e diversidade genética. Esses elementos são vistos como termômetro da saúde do bioma.

O programa Monitora Bio SP opera desde 2022 e expandiu de 38 para 48 unidades entre 2023 e 2026. Hoje, a Fundação Florestal administra 157 unidades, quase 5 milhões de hectares.

Ações de proteção territorial, conectividade florestal e monitoramento científico ajudam a manter fauna de grande porte, segundo especialistas. O ganho pode modelar políticas de conservação no país.

A lista estadual de espécies ameaçadas e os Planos de Ação Nacional (PANs) já recebem dados do sistema para orientar futuras medidas de preservação.

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