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Nasa avança com propulsão nuclear para viagem a Marte

NASA aposta em propulsão nuclear para reduzir viagem a Marte de mais de seis meses para três ou quatro meses, com missão de teste prevista para 2028

Na imagem, uma "selfie" do rover Perseverance, que está em Marte desde fevereiro de 2021
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  • A Nasa investiga o uso de propulsão nuclear para viagens espaciais, com potencial de reduzir o trajeto até Marte de mais de seis meses para três ou quatro meses.
  • Existem duas abordagens principais: propulsão térmica nuclear e propulsão elétrica nuclear, cada uma com vantagens diferentes para missões a longo prazo.
  • A missão Space Reactor-1 Freedom, de propulsão elétrica nuclear, está prevista para lançamento em dezembro de 2028 e visa testar a tecnologia em Marte, com carga útil de drones Skyfall.
  • A propulsão térmica nuclear pode acelerar viagens e reduzir a exposição à radiação, enquanto a elétrica usa reator para gerar eletricidade e impulsionar motores iônicos para cargas pesadas.
  • O desenvolvimento enfrenta desafios de segurança, licenciamento e integração de sistemas, com a SR-1 Freedom podendo abrir caminho para usos futuros de energia nuclear na exploração espacial.

A Nasa está desenvolvendo propulsão nuclear para missões de exploração espacial, visando reduzir o tempo de viagem até Marte. A ideia é encurtar o trajeto de mais de 6 meses para cerca de 3 ou 4 meses, com uso de reatores nucleares a bordo.

A iniciativa ganhou fôlego desde que Jared Isaacman assumiu a direção da agência em dezembro de 2025. O empresário tem defendido a tecnologia como caminho para ampliar a capacidade humana de explorar as estrelas, segundo declarações oficiais.

Em março de 2026, a Nasa anunciou uma missão não tripulada movida a energia nuclear, prevista para o final de 2028, com destino a Marte. O objetivo é testar sistemas de propulsão nuclear e gerar dados para futuras viagens humanas.

Duas opções de propulsão nuclear

A Nasa distingue a propulsão térmica nuclear, que transforma calor do reator em impulso por meio de gás aquecido, e a propulsão elétrica nuclear, que gera eletricidade para acionar motores iônicos. Cada abordagem tem vantagens distintas para o espaço profundo.

A propulsão térmica nuclear pode reduzir o tempo de viagem para Marte em até 25% e diminuir a exposição à radiação cósmica, ampliando janelas de lançamento. Já a propulsão elétrica nuclear funciona com eficiência de combustível, operando por longos períodos para mover cargas pesadas.

A missão SR-1 Freedom, prevista para dezembro de 2028, é um exemplo de propulsão elétrica nuclear. A ideia é demonstrar viabilidade, com a liberação de uma carga útil de pequenos drones chamada Skyfall cerca de um ano após o lançamento.

Desafios, cronograma e impactos

O cronograma de integração envolve reator, blindagem, gerenciamento de calor e sistemas de redundância, tudo para atender padrões de segurança regulatórios. A missão precisa superar desafios técnicos para cumprir a janela de 2028.

Historicamente, a propulsão nuclear no espaço ficou entre o mito tecnológico e a prática da engenharia. Até o momento, apenas o reator SNAP-10A, em 1965, operou em órbita, destacando a complexidade de viabilizar tecnologia segura e licenciável.

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