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Arqueólogo chinês Liu Bin, do sítio Liangzhu, admite corrupção e desvio

Arqueólogo Liu Bin admite corrupção e desvio de verbas em Liangzhu; subornos de 4,65 milhões de yuan e 300 mil yuan desviados; pena não anunciada

Guests attending the Third UNESCO High-Level Forum for Museums visit the Archaeological Ruins of Liangzhu City Park in Hangzhou, east China's Zhejiang Province, on April 23, 2025.
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  • Liu Bin, arqueólogo chinês conhecido pelo trabalho no sítio Liangzhu, reconheceu culpa no processo de corrupção e apropriação indébita no dia 20 de maio de 2026.
  • O julgamento ocorreu na Justiça Popular do Condado de Suichang, na província de Zhejiang, e ele é acusado de aceitar mais de 4,65 milhões de yuan em propinas e desviar 300 mil yuan de um projeto de pesquisa.
  • Ele foi detido em dezembro de 2025 e preso em fevereiro do mesmo ano, segundo a reportagem do Caixin.
  • Não houve anúncio de pena até o momento.
  • Liu liderou escavações importantes em Liangzhu, cidade considerada pela China como uma das primeiras civilizações urbanas do mundo, e ajudou na candidatura do sítio a Patrimônio Mundial da UNESCO.

Liu Bin, arqueólogo chinês conhecido por seu trabalho no sítio Liangzhu, admitiu culpa em 20 de maio em Suichang, no Zhejiang, por corrupção e apropriação indébita. A audiência ocorreu na Justiça local, com a defesa buscando esclarecer o contexto dos fatos.

Segundo a acusação, Liu recebeu mais de 4,65 milhões de yuans em propina e desvinculou 300 mil yuans de um projeto de pesquisa relacionado à civilização de Liangzhu. A detenção ocorreu em dezembro de 2025 e a prisão, em fevereiro, conforme apuração.

O histórico do arqueólogo inclui formação na Jilin University, atuação no Instituto Provincial de Relíquias Culturais e Arqueologia de Zhejiang desde 1985, passagem pela Zhejiang University em 2020 e participação na descoberta das ruínas da cidade de Liangzhu em 2007. Ele também integrou a candidatura de Liangzhu à UNESCO.

Entre 2009 e 2021, Liu aceitou as vantagens para facilitar aprovações de projetos de proteção de relíquias e de exploração arqueológica, com pagamentos envolvendo familiares de colegas e empresas ligadas a trabalhos na região de Liangzhu. O caso envolve ainda uma empresa de proteção de relíquias de Shaanxi e contratos de projetos digitais relacionados ao sítio.

A defesa argumentou que parte do valor recebido ocorreu após o fim do mandato público, defendendo tratar o caso sob procedimento disciplinar em vez de criminal. Não houve divulgação de penalidade até o momento, segundo fontes.

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