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Cascavéis mais vulneráveis a fungos perigosos e parasitas pulmonares

Cascavéis do sudeste dos EUA enfrentam queda populacional ante ataque conjunto de fungos e parasitas, com bactérias resistentes agravando a crise

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  • Pesquisadores da Universidade da Geórgia acompanharam mais de quinhentas cobras de vinte e nove espécies no sudeste dos Estados Unidos, revelando alta presença de múltiplos patógenos.
  • Apenas uma pequena parcela estava totalmente saudável; foram identificados Salmonella enterica e o parasita Hepatozoon entre os patógenos encontrados.
  • Mycoplasma resistente a antibióticos foi detectado nas vias respiratórias de quase um quinto dos animais, sinalizando infecções cruzadas.
  • Foco em duas ameaças: fungo Ophidiomyces ophidiicola e parasita Raillietiella orientalis atuando conjuntamente em quase metade dos cascavéis examinados, com maior impacto na Flórida e na Carolina do Sul.
  • O estudo, publicado em Frontiers in Veterinary Science, reforça a preocupação com a saúde de répteis selvagens e a relação entre patógenos emergentes, ecossistemas e saúde pública.

As cascavéis do sudeste dos EUA enfrentam uma disjuntiva de saúde pública animal: queda de população causada por infecções simultâneas. O estudo aponta que fungos perigosos e parasitas pulmonares comprometem a imunidade desses répteis, tornando-os mais vulneráveis.

Pesquisadores da Universidade da Geórgia monitoraram mais de 500 cobras de 29 espécies. A maioria apresentava múltiplos patógenos, entre eles Salmonella enterica e o parasita Hepatozoon, além de Mycoplasma resistente a antibióticos nas vias respiratórias.

Essa combinação de infecções facilita a disseminação de doenças oportunistas, especialmente entre as cascavéis, cuja dieta envolve anfíbios e lagartos que atuam como hospedeiros intermediários, levando parasitas diretamente ao trato digestivo e respiratório.

Na prática, a imunidade dessas cobras funciona como barreira natural que se esgota diante de invasões múltiplas. O resultado é maior vulnerabilidade a complicações graves que, em condições normais, seriam evitáveis.

Entre os patógenos de maior preocupação estão o fungo Ophidiomyces ophidiicola, causador de micose na pele, e o parasita Raillietiella orientalis, que ataca os pulmões. Esses dois agentes foram detectados juntos em quase metade dos espécimes estudados.

Observa-se que, por afetar pele e pulmões, a doença resulta em quadro clínico debilitante. As taxas de infecção em cascavéis são maiores do que em outras serpentes nas reservas da Flórida e da Carolina do Sul.

O estudo foi publicado na revista Frontiers in Veterinary Science. As descobertas destacam a importância de monitorar patógenos emergentes em espécies selvagens para entender impactos no ecossistema local.

Essa investigação reforça que a saúde de animais silvestres está conectada ao equilíbrio ambiental regional. Cascalhas doentes podem alterar cadeias alimentares, controle de pragas e biodiversidade, com efeitos indiretos para o ambiente humano.

Outro eixo de pesquisa envolve entender como o histórico de extermínio humano influenciou a diversidade genética e a resistência imune atual. A próxima etapa é fortalecer o controle da movimentação de animais para conter a disseminação de infecções.

Os cientistas destacam a necessidade de políticas mais rígidas de manejo e conservação. O objetivo é proteger as cascavéis e manter o equilíbrio ecológico da região, com impacto indireto na saúde pública.

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