Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ciência explica por que é difícil deixar o sofá para fazer exercícios

O cérebro privilegia recompensas imediatas, tornando difícil transformar a intenção de se exercitar em hábito; prazer e autonomia ajudam a manter a prática

Veja 5 razões para incluir o treino de força na sua rotina. Crédito: Amanda Botelho/Estadão
0:00
Carregando...
0:00
  • Apesar da impressão de que todos se exercitam, a inatividade está alta segundo pesquisas.
  • O cérebro tende a valorizar recompensas imediatas, o que facilita ficar no sofá em vez de treinar.
  • Informar sobre os benefícios não é suficiente: quase metade das pessoas que pretendem se exercitar não transforma a intenção em ação.
  • Experiências positivas durante o exercício aumentam a chance de continuar; desconforto e vergonha reduz opções de aderência.
  • Recomenda-se tornar o exercício mais prazeroso: intensidade leve a moderada, ambientes ao ar livre, prática social, autonomia e benefícios imediatos.

A ciência explica por que é tão difícil trocar o sofá pelo treino. Um conjunto de pesquisas mostra que a sensação de que a população é ativa é enganosa. Mesmo com várias campanhas, o sedentarismo segue alto em diferentes regiões.

Estudos recentes destacam que o comportamento humano não é guiado apenas pela racionalidade. Mesmo sabendo dos benefícios, muitas pessoas não transformam intenção em ação. Quase metade de quem pretende se exercitar não consegue sustentar a prática.

A pesquisa publicada em 2026 na Sports Medicine and Health Science analisa o descompasso entre diretrizes e decisões diárias. O artigo, feito por colegas e autor, aponta falhas do modelo tradicional de comunicação em saúde.

Por que a inatividade persiste

Do ponto de vista psicológico, existem custos imediatos no exercício: esforço, tempo e desconforto. Os benefícios, como aumento de longevidade, aparecem no futuro. O cérebro tende a valorizar recompensas imediatas, o que favorece ficar no sofá.

Agora, emoções, hábitos e contexto social influenciam decisões automaticamente. Experiências durante o treino também contam: sensações positivas aumentam a continuidade, enquanto desconforto ou vergonha reduzem a adesão.

Caminhos para melhorar a adesão

Pesquisas sugerem que atividades de intensidade leve a moderada, realizadas ao ar livre e com autonomia, agradam mais as pessoas. Incorporar fatores sociais, música e ambiente prazeroso pode favorecer a regularidade.

Especialistas defendem ir além de dizer que o exercício faz bem no futuro. Explicar ganhos imediatos, como melhor humor e redução da ansiedade, pode incentivar a repetição. O foco é compreender o cotidiano de quem pratica ou pretende praticar.

Este conteúdo faz parte de uma análise divulgada pela The Conversation, com base em estudos que investigam motivação, prazer e contexto social na prática de atividades físicas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais